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sábado, 16 de julho de 2011
NÃO TEM COMENDA DA ARTE?
(para Elvira Nascimento e para os malasartes de Bagé)
Não tem comenda a Mercinha,
De todos nós a primeira
A bradar com o Ecoarte?
Nem a Norma Malasarte,
Nem o Ernesto, entre os Waynes...
Não tem Comenda da Arte?
Arte não tem protocolo
- Sempre tropeça na escada.
Corre, sua, se atrapalha,
Não sabe ser educada.
(Só mercadores, políticos,
Capitães do mato, analistas...
Não tem Comenda da Arte?)
Arte que é arte se espalha
Em eterno nascimento,
Seu amante é o redemoinho
E tem seus filhos no vento.
(E os Tabordas, que nos deram
Nossa fonte de cultura?
Não tem Comenda da Arte?)
Arte é filha da anarquia,
Anda sempre despenteada,
Não sorri, dá gargalhada
E faz dos seus ecos poesia.
Ó cidade de autarquias!
De banqueiros, vilanias...
Esqueceste a maior parte?
Não tem comenda a Mercinha,
A mais profunda e sensível
Embaixadora da Arte?
quinta-feira, 14 de julho de 2011
A FAMÍLIA E A CIDADE
A família Brignole - no Brasil, Brignol - chegou aqui em 1830, talvez devido às incessantes guerras no continente europeu, como ramo da família genovesa Brignole, que teve alguns dos seus no cargo de Doge, em Gênova, na época em que aquela cidade era um estado independente. Dois dos Doges de Gênova foram Gian Francesco Brignole (1695-1760) e Rodolfo Giulio Brignole (1708-1774).
Giuseppe Brignole, marquês de Groppoli (1703 - 1769), foi um nobre genovês e pai de Maria Caterina Brignole, Princesa de Mônaco e depois Princesa de Condé. Albert II, príncipe de Mônaco, é um descendente direto de Maria Caterina.
A história de Maria Caterina poderia resultar em uma novela de folhetim. Filha de Giuseppe Brignole e de Ana Maria Balbi, quando jovem morava em França, onde seu pai era embaixador de Gênova. Freqüentando os salões da nobreza, se apaixonou por Louis Joseph de Bourbon, príncipe de Condé, mas foi obrigada a contrair matrimônio com Honorato III, Príncipe de Mônaco, em 1751, quase 17 anos mais velho que ela e a quem nunca amou. Apesar disso, tiveram dois filhos - Honorato IV, príncipe de Mônaco (nascido em 17 de maio de 1758) e Joseph Grimaldi (nascido em 1767).
Quando do casamento com Honorato III, Maria Caterina foi a Mônaco de navio junto com a nobreza genovesa. Ao chegar, no entanto, Honorato não foi a bordo receber a noiva. Alegou que o seu status como monarca exigia que ela viesse a ele em primeiro lugar. A comitiva genovesa respondeu que Maria Caterina era membro de uma família governante da República de Gênova e se recusou a permitir que ela fosse encontrar Honorato . O navio ficou, portanto, ancorado no mar durante vários dias, até que a situação foi resolvida na reunião do casal a meio caminho em uma ponte entre o barco e a costa.
Mesmo tendo dois filhos com Honorato, a sua paixão por Louis Joseph continuava. Maria Caterina vivia em Matignon, onde ela passava os seus dias com o príncipe de Condé, e raramente participava da vida na corte. Quando a esposa de Louis Joseph - Charlotte Élisabeth Godefride de Rohan – faleceu em 1760, a sua relação com Maria Caterina tornou-se mais estreita e ela passou a morar no Hôtel de Lassay, um anexo do Príncipe da residência principal Condé, em Paris, o Palais-Bourbon.
Em 1770, o seu marido, enciumado, ordenou fechar as fronteiras de Mônaco, em uma tentativa para impedir que ela escapasse. Naquela mesma noite, ela saiu e não retornou. Foi descoberto que ela tinha conseguido cruzar a fronteira para França e tinha viajado todo o caminho até Le Mans, a sudoeste de Paris, onde tinha se refugiado num convento nas proximidades. Posteriormente, ela conseguiu voltar para Paris.
Caterina passou a ser hostilizada na corte, principalmente pela rainha Maria Antonieta. E Condé começou a construção do Hôtel de Monaco para ser seu lar permanente em Paris. Foi na rue Saint-Dominique, perto do Palais Bourbon, e foi concluído em 1777.
Honorato III, finalmente, percebeu que seu relacionamento com Maria Caterina estava completamente acabado e voltou sua atenção para suas prórias amantes. Maria Caterina escreveu a seu esposo que o casamento poderia ser resumido em três palavras: ganância, coragem e ciúme.
Maria passou a morar com Condé, na França, até a Revolução Francesa, quando o casal partiu para a Alemanha e, em seguida, para a Grã-Bretanha . Em 1795, Honorato III morreu, e em 24 de outubro de 1798 ela e Condé se casaram em Londres. Lá, ela usou sua grande fortuna para ajudar a financiar o exército contra-revolucionário de franceses exilados. Maria Caterine morreu em Wimbledon, aos 60 anos de idade.
A FAMÍLIA
Mas nada disso pensava um dos ramos pobres da família Brignol (ou Brignole) quando acampou naquela noite fatídica às margens do rio Negro e perto daquela pequena cidade que estava sendo construída logo ali na fronteira com o Uruguai. Ainda havia o medo dos índios, principalmente dos minuanos guaicurus que habitavam a região. Mas, principalmente, temiam os bandoleiros que enxameavam tanto no Brasil como no Uruguai. Provavelmente vinham do Uruguai ou da Argentina – depois de uma longa viagem de navio desde a Itália - em busca de melhores terras e de um espaço para viver. E Bagé era uma cidade que estava nascendo e acolhia a todos.
Antes de cair a noite, o pai da família chamou um dos seus filhos, deu-lhe algum dinheiro e pediu que atravessasse o rio para comprar alimentos do outro lado, onde parecia haver um bolicho. Giovanni Baptista aprestou-se, montou no seu cavalo e foi cumprir a sua missão. Atravessou o rio Negro, chegou à casa indicada e quando fazia as compras, já pensando em voltar, junto com a noite caiu um temporal. O rio transbordou, porque era chuva para ninguém botar defeito e os donos do bolicho, apesar da insistência do guri, não deixaram Giovanni voltar naquela noite.
De manhã, depois que as águas baixaram, Giovanni tomou coragem e resolveu-se a voltar. Ao chegar no acampamento percebeu que havia algo errado. Demasiado silêncio. Caminhou mais um pouco e encontrou os corpos. Todos tinham sido degolados e o acampamento assaltado e arrasado. Tinham morrido, mas não sem lutar – alguns bandidos jaziam mortos aqui e ali.
Depois que diminuiu o desespero, voltou para o bolicho e contou o que tinha acontecido. Era ainda um guri que falava italiano e balbuciava o português. Mas todos entenderam. Naquela época não era nenhuma novidade o assalto a acampamentos.
Depois de alguns dias, Giovanni decidiu-se a ir para Bagé e aqui a cidade que crescia junto com ele o adotou. O seu nome, aos poucos, foi trocado de Giovanni para João e de Baptista para simplesmente Batista. O sobrenome Brignole perdeu a última vogal. E assim ele se tornou João Batista Brignol. Trabalhava no que sabia e no que podia. Aprendeu a camperear, comprou algumas terras. Cresceu, e depois que se sentiu mais forte e seguro, casou com Josefina Andrada, com quem teve dezessete filhos.
Esta foi a origem da família Brignol em Bagé e a origem da família Brignol no Brasil, porque todos os brasileiros que usam o sobrenome Brignol, tem sua origem em João Batista Brignol e em Josefa Andrada.
Todos os dezessete filhos daquele casal moraram em Bagé e aqui construíram as suas casas e aqui trabalharam, ajudando a construir a nossa cidade. Com o passar do tempo, alguns, descuidadamente, passaram a assinar Brinhol, talvez devido à pronúncia do nome, assim como na Itália, muito assinam Brignoli e não Brignole. Mas somos todos parentes e orgulhosos desse parentesco.
A cidade nos acolhe e nos protege e devido às suas terras, à sua sombra benigna e à seiva que nos alimenta, mesmo nos tempos de seca e desesperança, é que conseguimos frutificar, a partir de Bagé, o nome Brignol, que se espalha pelo Brasil.
Nestes duzentos anos de existência de Bagé a família se engalana. Mais que isso, orgulha-se, junto com as demais famílias bajeenses, desta data tão feliz.
E no momento em que um dos nossos membros – meu pai, Palmor Brignol – recebe uma comenda da Câmara Municipal, assim como vários outros bajeenses merecedores da mesma honra, tenho certeza de que se meu pai fosse vivo diria que a honra não deveria ser dada somente a ele, mas a toda a família Brignol. Porque ele costumava dizer que, em primeiro lugar, está a família. E eu me atrevo a dizer que em primeiro lugar está a família, sim, mas em íntima união com a terra que a alimenta e fortalece.
terça-feira, 12 de julho de 2011
SEU CHICO E O SENADO
Estava passando os canais para tentar descobrir alguma coisa para ver por breves momentos, lá pelas duas da tarde do dia 12, antes de sair para as lides que a vida obriga quando, na TV Senado aparece o senador Paulo Paim falando de Bagé. Parei por ali, para ouvir o que o Paim dizia, pensando que tinha a ver com os aposentados da minha cidade.
Para surpresa minha não era nada disso. Meio que titubeando, o Paim estava lembrando aos poucos senadores presentes naquela casa, que deveria ser do povo, que Bagé completa duzentos anos de existência esta semana, precisamente no dia 17. E advertia os sonolentos senadores que estavam presentes no Senado o prefeito de Bagé, Luiz Eduardo Colombo, a primeira dama e o presidente da Câmara de Vereadores, Sílvio Machado. E entre outras frases bonitas e desejos de que Bagé tivesse mais duzentos anos e muitos outros duzentos anos, o Paim propôs à mesa do Senado um voto de aplauso para Bagé.
Fiquei imaginando o que seria um voto de aplauso e cheguei a pensar na minha inocência que todos os senadores iriam se levantar e aplaudir. Que nada! Voto de aplauso é um requerimento que é apresentado à mesa do Senado. E o Paim apresentou o tal requerimento. Mas a presidente do Senado naquele momento, que era a Marta Suplicy, disse que não poderia colocar em votação o requerimento porque não havia quórum. Não havia quórum! Mesmo assim, ela disse que poderia quebrar o protocolo e chamou o Dudu à mesa do Senado e entregou a ele o requerimento, que agradeceu educadamente e disse que aqui estamos às ordens.
À noitinha, quando fui dar uma volta para espichar as pernas, encontrei o seu Chico e parei para um dedo de prosa. Comentei com ele o que tinha visto mais cedo e ele me disse que tinha assistido ainda mais.
- Mas vivente, eu assisto à TV Senado só para passar o tempo, porque, no mínimo é engraçado e isso de não ter quórum é todo dia. Mas fiquei sabendo que mais cedo houve uma sessão solene na Câmara de Deputados em homenagem a Bagé.
- Não me diga, seu Chico! E eu que não assisti...
- Pois lhe digo sim, e lá eles honraram a nossa terra e o Dudu até que estava garboso. Foi o que me disseram.
- Ainda bem que alguma coisa se salva, porque no Senado...
- É uma vergonha, concordo com o senhor. Nunca tem ninguém e só aparecem quando o governo manda votar alguma coisa urgente. Aí enche de senadores fazendo aqueles discursos pomposos, olhando para as câmeras da tevê e falando que vão ajudar o povo e salvar o Brasil.
- E ganham mais de cem mil por mês, seu Chico, para isso!
- Pois fiquei sabendo que eles ganham até para a roupa, motorista, viagens de avião, casa, gabinete – além daquele salário!
- Dá mais de cem mil, seu Chico. Não só os senadores como também os deputados. Olha o nosso dinheiro para onde vai...
- E para não fazerem nada, porque são uns concordinos. Só votam o que o governo manda.
- Não tem um que faça alguma coisa, seu Chico! Eu chego a ficar envergonhado por eles.
- Pois aí eu discordo do senhor. Há pouco, eu ainda estava vendo o resto da sessão do Senado, para passar o tempo, o senhor sabe, porque às vezes é melhor que ver aquelas novelas meladas, e me apareceu uma senhora lá, uma tal de Marinor Brito, senhora distinta, nome antigo, que fez sérias denúncias e disse que iria cobrar investigações.
- Mas pra mim é surpresa, seu Chico. Investigar o que?
- É que os estados da Federação recebem verbas para a saúde, dizem que usam todo o dinheiro, mas ela descobriu que no mínimo, no mínimo, onze bilhões sumiram.
- Onze bilhões! Mas foram pra onde?
- Olha, agora mesmo eu estava dobrando a esquina e vi um desses bilhões passar correndo pro bolso de um daqueles cupinchas lá do Planalto, hehe...
- Será, seu Chico?
- Não lhe duvido nada. Mas o pior não é isso: o tal de Senado parece uma casa de loucos. Pois uma denúncia dessas não era para provocar um debate de saltar faíscas?!
- E não provocou, seu Chico?
- Mas...! Como eu lhe disse, aquilo parece uma casa de loucos. Um diz uma coisa e outra fala coisa bem diferente.
- Mas ninguém reagiu, não houve nenhuma explicação...?
- Que explicação que nada! Depois subiu lá no palanque deles, na tribuna ou o que seja, adivinha quem? - pois o Simon!
- Ah, bueno! Deve ter apoiado o pedido de investigação da Marinor.
- Olha só: apresentou um texto dele lá, que apóia a presidenta Dilma e que, segundo deu pra entender diz pra ela resistir às pressões dos corruptos.
- Quer dizer que o Simon deu a entender que se houver corrupção no governo a culpa não será da Dilma, não é isso?
- Indiretamente. E ainda elogiou a presidenta dele, apoiado pelos outros poucos senadores que ainda restavam lá, porque ela botou pra fora o Palocci e o cara dos Transportes...
- Mas foram eles que se demitiram, seu Chico!
- Pois é, mas o que eu lhe pergunto não é isso. O que me deixa pensando é porque ela admitiu nos ministérios dela gente reconhecidamente corrupta - e diga-me com quem andas...
- Dá o que pensar, seu Chico. E o Simon lá, defendendo ela.
- Defendendo e fingindo que nem tinha ouvido a fala da senadora que denunciou o desvio dos onze bilhões da saúde. Faz de conta que ela nem tinha dito nada. E olha que onze bilhões são onze bilhões, não é qualquer miséria de pilas que se aposta em jogo de osso ou de truco.
- Essa é de não dormir, seu Chico. Como o Simon mudou!
- Ele tem lá os interesses dele, não se pode culpar tanto. Mas, em outros tempos, qualquer acusação deste porte faria com que um se levantasse e dissesse na hora: prove! E já com a mão no coldre. E quem cala consente.
- Em outros tempos, seu Chico, o Senado não seria engraçado, mas coisa séria.
- E hoje é isso que se vê!
- É triste, seu Chico...
- É mais que triste... Às vezes eu penso se não seria o caso...
- Eu também penso, seu Chico. Eu também penso...
- É, mas vamos deixar pra lá. Por enquanto... E sabe o que mais? Vamos festejar. São duzentos anos e não é pouca coisa.
- Não é todo dia que se faz duzentos anos, não é, seu Chico? E eu estava lembrando...
- Pois diga, vivente!
- Quando Bagé foi fundada, em 1811, a maioria da América do Sul e Caribe, senão toda, menos o Brasil que ainda pertencia a Portugal, estava se libertando da Espanha e este ano também estão comemorando duzentos anos. Só que duzentos anos de independência.
- Pois é uma feliz coincidência. Lembra aqueles bons tempos em que havia homens de verdade e mulheres que os empurravam para a luta.
- Bons tempos, seu Chico! Lá se vão duzentos anos...
sexta-feira, 8 de julho de 2011
A LISTA DO MENSALÃO E A IGNORÂNCIA DE LULA E DILMA
Tenham pena do PT. Não foi o único partido envolvido no mensalão. Também participaram o PP, PL, PMDB e PTB. E não foram somente “quarenta ladrões”. Foram 45 os acusados inicialmente. Mas o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, deixou por 36. Gushiken escapou desta vez.
Lula não sabia de nada, conforme todos sabem. Lá do alto do governo, pairando nas nuvens da sua conhecida alienação, como Zeus, Lula apenas voava de um país para o outro e deixava para o Zé Dirceu e outros “zés” o direito à corrupção. O PT é feito de “zés”. Afirmam os militares saudosistas que o Genoíno traiu a guerrilha do Araguaia. Afirma o Procurador da República que José Dirceu era o chefe da quadrilha do mensalão.
Todos os 36 acusados terão excelentes advogados a representá-los e muito provavelmente serão absolvidos pelo Supremo Tribunal Federal. Se algum deles for condenado, será suprema surpresa para todos nós. Os ministros do STF são indicados pelo Executivo e Lula não sabia de nada.
Pobre do Lula! Tudo era feito às suas costas e às nossas custas. Nunca soube de nada; jamais imaginou que estava envolvido com um partido extremamente corrupto. Mas continuou no partido, talvez acreditando na inocência dos seus amigos. Afinal, o partido o sustentava e ainda o sustenta. Às nossas custas, claro, mas que fazer? É o “filho do Brasil”. Um filho caro, muito caro, ao qual pagamos uma gorda mesada para que continue na sua santa ignorância.
Assim como Dilma, aquela que fala uma estranha língua – o dilmês – e que em pouco mais de seis meses de governo já teve dois ministros demitidos por suspeita de enriquecimento ilícito. Dilma também nada sabe. É uma coitada que tentou ser guerrilheira e acabou sendo presa e torturada nos porões da ditadura, segundo a sua própria versão de alguns fatos daquela época e que foi eleita presidente porque os brasileiros sentiram pena dela.
O chefe da quadrilha do mensalão – José Dirceu – é membro do seu ministério justamente porque ela nada sabe a respeito do mensalão, que deve ter sido coisa inventada pelo Jô Soares e suas meninas jornalistas. Talvez por isto aquele impoluto ministro do STF tão amigo do Executivo – aquele que soltou o Daniel Dantas – tenha tentado acabar com os jornalistas. Despeito. E adivinhem como ele vai votar no caso do mensalão? E como os outros ministros irão votar?
Acredito que seja necessário que todos nós, brasileiros, usemos aquele célebre nariz de palhaço no dia do julgamento dos 36 acusados. Se forem julgados.
Enquanto isto, a lista da turma está aí embaixo. Alguns estão na Câmara de Deputados e no Senado.
“JOSÉ DIRCEU ERA O CHEFE DA QUADRILHA” – Roberto Gurgel.
Membros da antiga administração do PT
1. José Genoíno. Ex-presidente do PT. Negociava com os partidos no Congresso com a política com corrupção. “Interlocutor visível da organização criminosa”.
2. Delúbio Soares. Ex-tesoureiro do PT. Coordenava o mensalão com corrupção, peculato e quadrilha. “Elo com as ramificações operacionais da quadrilha”.
3. Silvio Pereira. Ex-secretário do PT e considerado o nº2 do PT. “Função primordial” de distribuir cargos no governo, de onde saíram grandes somas de dinheiro público para PT e outros partidos. Recebeu o carro Land Rover como propina. Fez acordo com o Ministério Público e não foi denunciado.
Escaparam da cassação
4. João Paulo Cunha. Deputado acusado de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.
5. Professor Luizinho. Ex-líder do governo na Câmara. Deputado acusado pela Justiça.
6. João Magno. Deputado acusado de falsificar o destino do dinheiro.
Deputado cassado
7. José Dirceu. Ex-Ministro da Casa Civil e ex-deputado do PT-SP. Era chamado pelo Lula como “capitão do time” e “primeiro-ministro” em 2003. “Chefe do organograma delituoso”. Tem 3 acusações, entre essas, acusado de ser “chefe de quadrilha”.
Renunciou ao cargo de deputado
8. Paulo Rocha. Ex-líder do PT e ex-deputado. Acusado de mandar assessora Anita Leocádia buscar dinheiro e tem vários crimes.
Ex-membros do governo Lula
9. Anderson Adauto. Ex-ministro recebeu 1 milhão de reais pelo assessor José Luiz Alves e foi denunciado por corrupção.
10. Henrique Pizzolato. Diretor de Publicidade do BB. Membro do PT que comandava verbas do Banco do Brasil (BB) com propina e delação.
11. Luiz Gushiken. Ex-ministro é acusado de peculato, gerou os contratos que bancaram o mensalão. Apesar das graves acusações, Lula manteve Gushiken como assessor presidencial. Teve a acusação retirada pelo Procurador Geral da República, Roberto Gurgel.
Base aliada
Membros de outros partidos
12. José Borba. Ex-líder do PMDB. Acusado de receber 2 milhões e não entregou nenhum deputado.
13. Romeu Queiroz. Deputado do PTB. Acusado de vender o apoio político no esquema do PTB.
14. José Janene. Ex-líder do PP. Distribuía 4.100.000 reais do mensalão aos correligionários. Já é falecido.
Membros de outros partidos que foram cassados
15. Roberto Jefferson. Ex-deputado do PTB. Denunciou o mensalão. Vendeu o PTB para PT por 20 milhões de reais. Renunciou ao mandato.
16. Pedro Corrêa. Presidente do PP. Acusado pela Justiça por corrupção.
Político que escapou da cassação
17. Pedro Henry. Uns dos líderes do PP. Pode responder por 3 crimes.
Membros de outros partidos que renunciaram
18. Carlos Rodrigues, mais conhecido como Bispo Rodrigues. É acusado de receber 150 mil reais.
19. Valdemar Costa Neto. Ex-presidente do PL. é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e quadrilha.
Publicidade
20. Marcos Valério. Ele tem um recorde de 6 acusações. É acusado de pagar 50 mil reais para ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha, como propina pra viabilizar a contratação da SMPB pela Casa.
21. Duda Mendonça. Marqueteiro na campanha de Lula de 2002. Tem outras contas no exterior.
Outros
22. Alberto Quaglia. Empresário acusado de lavagem de dinheiro e era biombo entre Valério e o PP.
23. Breno Fischberg. É suspeito de fazer parte do grupo que lavava dinheiro para PP.
24. Enivaldo Quadrado. Sócio de Quaglia e Fischberg na quadrilha que lavava o dinheiro do PP.
25. Anita Leocádia. Assessora de Paulo Rocha. Ao receber o dinheiro de Rocha, foi denunciada por lavagem de dinheiro.
26. José Luiz Alves. Ex-assessor de Anderson Adauto foi portador do dinheiro para ser endereçado para Adauto.
27. Jacinto Lamas. Assessor de Valdemar Costa Neto. Carregava malas de dinheiro e denunciado por 3 crimes.
28. Antônio Lamas. Irmão de Jacinto Lamas. Ajudava a buscar dinheiro de Marcos Valério em Minas Gerais. Teve a acusação retirada pelo Procurador da República, Roberto Gurgel.
29. Zilmar Fernandes. Sócia de Duda. Tentou provar a inocência na CPI, apesar de contas secretas.
30. Ramon Hollerbach. Sócio das agências DNA e SMPB. É acusado de 5 crimes.
31. Cristiano Paz. Outro sócio de Marcos Valério. Tentou ocultar ou destruir provas de crimes no comando do esquema.
32. Rogério Tolentino. Advogado que tentou destruir provas em que era o elo de Marcos Valério e o Banco Rural.
33. Geiza Dias. Acusada de 4 crimes. Autorizava saques enviando e-mail ao Banco Rural em Brasília.
34. Simone Vasconcelos. Esposa de Marcos Valério. Sob ordens do marido, pagava o mensalão até em carro-forte.
35. José Roberto Salgado. Vice-presidente do Banco Rural. Ele é conhecido pela polícia por 4 crimes entre eles de lavagem de dinheiro.
36. Ayanna Tenório. Executiva do Banco Rural. Acusada de integrar a quadrilha de mecanismo de lavagem de dinheiro.
37. Kátia Rabelo. Dona do Banco Rural. Acusada de mentir na CPI e foi acusada de 4 crimes.
38. Vinícius Samarane. Diretor do Banco Rural. Operava também à lavanderia do PT com crimes em série.
39. Emerson Palmieri. Tesoureiro do PTB. Era membro do governo com corrupção e lavagem de dinheiro.
40. João Cláudio Genu. Carregava o dinheiro para PP e foi denunciado com os chefes.
Outros acusados que não estão na lista
41. Josias Gomes. Deputado acusado de sacar duas vezes 50 mil reais no Banco Rural de Brasília.
42. Lúcio Bolonha Funaro. Doleiro e dono da Guaranhuns Participações. Réu confesso e acusado de repassar 6.500.000 reais ao PL a mando da cúpula do PT.
43. Pedro Azerevo.
44. Abreu Adauto.
45. Wanderval dos Santos.
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Fonte: Wikipédia de Portugal.
CAUSA MORTIS
(para Pedro Rubens)
Causa mortis: poesia.
Um gostava do Bandeira,
Outro, do Pessoa.
Ambos amavam e odiavam
o perfeccionismo do Drummond
- tão necessário quanto um alfinete de gravata
em festa de formatura.
Naquela noite, excederam as divagações.
Passaram por 22,
45,
o Concretismo,
o pós,
o pós-pós,
o Su...
E chegaram ao Realismo
Quando a severidade do dia se anunciava,
Exigindo urgência à métrica das horas,
Diluindo todas as metáforas.
Morreram de choque tropofilático
Ao amanhecer.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
LIVRES PARA NOVOS CRIMES
Extorsão, furtos, maus tratos e formação de quadrilha, entre outros crimes que a partir de hoje são considerados “leves” e que tem pena de até quatro anos de prisão permitirão que mais de 4.500 presos sejam soltos devido à nova lei que altera mais de 30 artigos do Código Penal e entra em vigor nesta segunda-feira.
De acordo com o site da Google notícias, somente em Campinas a nova lei permitirá que mais de 500 presos sejam soltos. “O delegado aplica a fiança de até R$ 54 mil e, se pagar, o acusado poderá sair pela porta da frente da delegacia e responder ao processo em liberdade.” Ótimo para quem tem dinheiro para pagar a fiança. Mas não se assustem tanto, há um lado ético nessa nova lei: o direito à fiança não se aplica a crimes hediondos, como estupro, violência doméstica, tortura, sequestro e latrocínio (quando o criminoso mata para roubar).
O Estado quer se ver livre de muitos presos que ajudam a locupletar as penitenciárias e dá a eles a chance de também ficarem livres desde que paguem as devidas fianças. Se não pagarem, dá no mesmo. Serão libertados com o auxílio da nova lei. Parece que é uma questão de espaço. Como o Brasil adotou a visão medieval de prisão, que consiste no encarceramento dos apenados em prisões para afastá-los da sociedade, logo os responsáveis pelo governo do nosso país se deram conta que isso custava muito aos cofres públicos, tão bem gerenciados por eles.
Ficarão livres para novos crimes e, ao cometerem esses novos crimes, se forem os crimes “leves” nada contecerá, porque a nova lei não permitirá a nova prisão. O Estado não se preocupou em procurar alternativas às penitenciárias, como, por exemplo, cidades prisionais. O Estado preferiu soltar os criminosos.
Sobre esta nova lei, que nos deixará à mercê de milhares de bandidos que já estavam presos, além daqueles que continuam ameaçadoramente soltos, o promotor de justiça Giovani Ferri, de Toledo, Paraná, lançou a seginte matéria na Internet, no domingo, 22 de maio de 2011.
DESABAFO DE UM PROMOTOR
“Caros colegas, após 15 anos de atuação na área criminal estou pensando seriamente em abandonar a área com a nova LEI 12.403/2011 aprovada pelo CONGRESSO NACIONAL e sancionada em 05/05/2011 pela Presidente DILMA ROUSSEF e pelo Ministro da Justiça JOSÉ EDUARDO CARDOZO.
“Quem não é da área, fique sabendo que em 60 dias (05/07/2011) a nova lei entra em vigor e a PRISÃO EM FLAGRANTE E PRISÃO PREVENTIVA SOMENTE OCORRERÃO EM CASOS RARÍSSIMOS, aumentando a impunidade no país. Em tese somente vai ficar preso quem cometer HOMICÍDIO QUALIFICADO, ESTUPRO, TRÁFICO DE ENTORPECENTES, LATROCÍNIO, etc.. A nova lei trouxe a exigência de manter a prisão em flagrante ou decretar a prisão preventiva somente em situações excepcionais, prevendo a CONVERSÃO DA PRISÃO EM FLAGRANTE ou SUBSTITUIÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA em 09 tipos de MEDIDAS CAUTELARES praticamente inócuas e sem meios de fiscalização (comparecimento periódico no fórum para justificar suas atividades, proibição de frequentar determinados lugares, afastamento de pessoas, proibição de de se ausentar da comarca onde reside, recolhimento domiciliar durante a noite, suspensão de exercício de função pública, arbitramento de fiança, internamento em clinica de tratamento e monitoramento eletrônico).
“Para quem não é da área, isso significa que crimes como homicídio simples, roubo a mão armada, lesão corporal gravíssima, uso de armas restritas (fuzil, pistola 9 mm, etc.), desvio de dinheiro público, corrupção passiva, peculato, extorsão, etc., dificilmente admitirão a PRISÃO PREVENTIVA ou a manutenção da PRISÃO EM FLAGRANTE, pois em todos esses casos será cabível a conversão da prisão em uma das 9 MEDIDAS CAUTELARES acima previstas. Portanto, nos próximos meses não se assuste se voce encontrar na rua o assaltante que entrou armado em sua casa, o ladrão que roubou seu carro, o criminoso que desviou milhões de reais dos cofres públicos, o bandido que estava circulando com uma pistola 9 mm em via pública, etc.
“Além disso, a nova lei estendeu a fiança para crimes punidos com até 04 anos de prisão, coisa que não era permitida desde 1940 pelo Código de Processo Penal! Agora, nos crimes de porte de arma de fogo, disparo de arma de fogo, furto simples, receptação, apropriação indébita, homicídio culposo no trânsito, cárcere privado, corrupção de menores, formação de quadrilha, contrabando, armazenamento e transmissão de foto pornográfica de criança, assédio de criança para fins libidinosos, destruição de bem público, comercialização de produto agrotóxico sem origem, emissão de duplicada falsa, e vários outros crimes punidos com até 4 anos de prisão, ninguém permanece preso (só se for reincidente).
“Em todos esses casos o Delegado irá arbitrar fiança diretamente, sem análise do Promotor e do Juiz. Resultado: o criminoso não passará uma noite na cadeia e sairá livre pagando uma fiança que se inicia em 1 salário mínimo! Esse pode ser o preço do seu carro furtado e vendido no Paraguai, do seu computador receptado, da morte de um parente no trânsito, do assédio de sua filha, daquele que está transportando 1 tonelada de produtos contrabandeados, do cidadão que estava na praça onde seu filho frequenta portando uma arma de fogo, do cidadão que usa um menor de 10 anos para cometer crimes, etc.
“Em resumo, salvo em crimes gravíssimos, com a entrada em vigor das novas regras, quase ninguém ficará preso após cometer vários tipos de crimes que afetam diariamente a sociedade. Para que não fique qualquer dúvida sobre o que estou dizendo, vejam a lei. www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm
“Também para comprovar o que disse, leiam o artigo do Desembargador FAUSTO DE SANCTIS sobre a nova lei, o qual diz textualmente que "com a vigência da norma, a prisão estará praticamente inviabilizada no país": advivo.com.br/blog/luisnassif/de-sanctis-e-o-codigo-de-processo-penal.
“GIOVANI FERRI, Promotor de Justiça de Toledo-PR.”
É preciso dizer mais? Só um pouco mais. O governo que solta bandidos é o mesmo governo que entrega a Amazônia e a Mata Atlântica às empresas madeireiras, através do novo Código Florestal. O mesmo governo omisso que permite o assassinato daqueles que defendem a terra brasileira. O mesmo governo cúmplice das invasões de favelas e do morticínio indiscriminado daqueles que ele considera marginais. O mesmo governo que nos obriga a comer produtos transgênicos. O mesmo governo que permite a devastação de grande parte do solo brasileiro para dar lugar à pecuária extensiva e à monocultura. O mesmo governo corroído por tantos escândalos com seus ministros e ministérios. O mesmo governo libertino que quer propagar a pornografia nas escolas e aprovar uma lei que favoreça apenas a uma pequena casta de devassos, mas ótimos consumidores, retirando direitos dos demais cidadãos - a lei da mordaça. O mesmo governo que quer nos fazer acreditar, atrvés do seu risível MEC que a língua portuguesa pode ser adulterada e que o certo pode ser errado e o errado estar certo. O mesmo governo dos mensalões.
domingo, 3 de julho de 2011
COMPLEXO DE TICO-TICO
Li alguns comentários de pessoas desiludidas com o clube. Aqueles comentários que são postados após as notícias, na Internet. Alguns dizem que vão rasgar a carteira de sócio, outros, que vão dar um ano sabático para o Grêmio, esquecer que ele existe até o Odone sair. Os mais críticos. Aqueles a quem falta senso crítico e já se acostumaram a torcer pelo time, não importando qual time ou qual treinador ou qual diretoria, logo aceitarão a Nova Ordem vigente. Pensam que um clube de futebol é exatamente isso: um vaivém de jogadores e de treinadores e que a eles, torcedores, cabe apenas gritar durante os jogos, torcer pelas cores, aceitar qualquer coisa, porque a diretoria sabe o que faz e por isso é diretoria.
Exatamente como a maioria do povo brasileiro, e o torcedor é povo, nada mais que povo amordaçado e inconsciente.
No Brasil, elegemos uma desconhecida com os votos da fome, os votos da miséria, os votos da ignorância, os votos a cabresto, os votos da intimidação, os votos do medo daqueles a quem foi dito que se a Dilma não fosse eleita voltaria a ditadura militar e não sabem que a turma da Dilma nunca foi tão amiga dos militares como agora e os militares nunca estiveram tão satisfeitos com este, que é o governo civil dos seus sonhos.
Um governo que faz exatamente o que eles gostariam de ter feito se a ditadura ainda fosse militar – invade os morros com blindados, desacata a constituição – e ainda faz o que eles fizeram: acordos com banqueiros, latifundiários e multinacionais. Um governo que não tem oposição, como eles não tiveram, e que se propõe a continuar devastando o Brasil em nome de um progresso que somente favorecerá os muito ricos. De vez em quando, o governo diz aos miseráveis que vai acabar com a miséria. E os miseráveis aplaudem e prometem mais votos.
O Grêmio foi um clube que prometeu ser grande em determinada época, lá pelos anos ’80. Depois alguma coisa aconteceu. Principalmete neste século ficou claro que o Grêmio estava com complexo de tico-tico. Contentou-se em ser apenas o segundo melhor time gaúcho, o que significa ser o último, porque os demais times daqui são apenas celeiros de jogadores. E o Grêmio optou por também ser celeiro de jogadores para os times europeus. Os donos do Grêmio – aqueles que se revezam na diretoria – decidiram que seria mais compensador formar e vender dois ou três jogadores por ano e não lutar por títulos. Os títulos, se viessem, seriam acontecimentos fortuitos, mas não o objetivo principal. Em troca, a torcida terá um novo estádio.
Isso lembra a história do bolo. Durante a ditadura militar houve um momento que foi apelidado pela imprensa coadjuvante de “milagre econômico”. Um momento muito parecido com o de agora. Só que agora é pior, porque a falsidade é maior. O país crescia, estradas eram construídas, empregos eram gerados, uma nova classe média surgia dos escombros da pobreza, pronta para tudo consumir e tudo aceitar. O PIB (Produto Interno Bruto) aumentava a cada mês.
Um belo dia, um daqueles jornalistas que hoje se ufanam de ter combatido a ditadura entrevistou um daqueles generais e perguntou quando toda aquela riqueza seria distribuída para o povo. O general respondeu que estavam esperando o bolo crescer para depois dividir. A fase ficou famosa, assim como o famoso bolo que continua aí, crescendo para ser dividido somente entre os amigos do rei. Ou da rainha.
Pois o bolo do Grêmio chama-se Arena. Um novo estádio que está sendo construído para que a torcida fique melhor acomodada e somente depois do grande feito o Grêmio pensará em vitórias.
Por enquanto, os dirigentes desejam ter um time medíocre, o suficiente para tentar não ser rebaixado novamente. Tiraram o Renato porque ele gosta muito de ganhar partidas e não tinha time para isso. O time existia quando Renato chegou, mas depois foi sendo desmontado. A tal ponto que, no final do campeonato gaúcho, o Grêmio que enfrentou o Internacional nas finais era um time de reservas e de jogadores inexperientes. Um time medíocre, ao gosto dos dirigentes, que aproveitaram a série de maus resultados para tirar o Renato, que representa para a torcida o Grêmio vencedor. Mas os dirigentes não gostam de vitórias; gostam de vender jogadores. E havia o perigo do Renato encontrar a fórmula mágica que levaria o time a novas vitórias.
Entrevistado sobre qual seria o perfil do novo treinador, um dos vice-presidentes do Grêmio disse a frase que ficará eternizada: “Um treinador que não goste de ganhar sempre”.
Do que se depreende que para os dirigentes do Grêmio ganhar não é a prioridade. Para que ganhar se é possível empatar ou perder?
Talvez por isso tenham contratado um treinador desconhecido e que era auxiliar técnico do Falcão no Internacional. Para não ganhar. E também para humilhar um pouco o Renato e a torcida tricolor.
É o mesmo que a Dilma ser eleita a pau e corda porque o Lula assim desejava. Uma pessoa que foi colocada como presidente para cumprir as ordens do seu partido. E entre essas ordens está construir Belo Monte no Pará e mais duas usinas em Rondônia – e destruir parte da Amazônia -, entregar a Amazônia e a Mata Atlântica para a sanha das empresas de desmatamento, afastar a feiúra das favelas para bem longe - mesmo que tenha que matar muita gente com a sua polícia especial – dos estádios em que serão realizados jogos da Copa do Mundo e ser governada por banqueiros e multinacionais – mesmo que isso custe a soberania do país. Entre muitas outras coisas.
E o novo treinador do Grêmio terá de ser muito respeitoso com a diretoria e com os seus objetivos, que se resumem, preferencialmente, em promover novos jogadores da base gremista para que sejam vendidos – porque os resultados em campo não interessam.
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