quarta-feira, 18 de maio de 2011

A PERVERSÃO DO POLITICAMENTE CORRETO: HOMOFOBIA E HETEROFOBIA



O que é politicamente correto é politicamente correto para quem? Quem sai lucrando politicamente? Decência, pureza, educação – o que significa isso, hoje em dia? O que significa pureza em uma época de total degradação da natureza, quando nos tornamos pervertidos até com a nossa Mãe Terra e a destruímos deliberadamente? Em época de total corrupção, quem não é corrupto está errado?

     O que significa, agora, a palavra perversão?

     De acordo com a Wikipédia, Perversão vem do latim perversione que corresponde ao ato ou efeito de perverter, tornar-se perverso, corromper, desmoralizar, depravar, alterar. É um termo usado para designar o desvio, por parte de um indivíduo ou grupo, de qualquer dos comportamentos humanos considerados normais e/ou ortodoxos para um determinado grupo social. Os conceitos de normalidade e anormalidade, no entanto, variam no tempo e no espaço, em função de várias circunstâncias.

     Os conceitos de normalidade e anormalidade... São apenas conceitos? Por exemplo, é normal proteger a natureza e é anormal depravá-la, degradá-la. Todos concordam? Pelo menos em teoria, não? Mas, quando se trata de desmatar, destruir espécies, em nome de se construir sabe-se lá qual monstruosidade, em nome de um desenvolvimento que somente irá favorecer um pequeno grupo... Alteram-se os conceitos imediatamente. O que era uma perversão passa a ser ‘normal’. Passa a ser ‘politicamente correto’ defender-se a monstruosidade, a degradação, a perversão da natureza pelo lucro que isso trará a um grupo de pessoas. Em nome de um desenvolvimento que não respeita a natureza, a perversão é invertida e essa inversão passa a ser versão.

     Nesse caso, os conceitos de normalidade e anormalidade são alterados, mas para favorecer pessoas, grupos políticos, e a grande multidão dos midiatizados acaba concordando com as ideias daqueles que tem poder para fazer com que a mídia diga às pessoas o que é e o que não é normal, de acordo com os seus interesses políticos. E certas coisas que antes eram anormais, ofensivas e degradantes passam a ser politicamente corretas, porque a sua adoção favorece grupos políticos e porque o povo é levado a acreditar na nova ‘verdade’.

     E surgem leis para transformar o que antes era anormal em normal. E as pessoas acatam, porque tem medo de serem penalizadas, se não concordarem com as leis. E também acatam novas leis, mesmo as mais inverossímeis, porque este é um país de semi-analfabetos, onde o povo pode ser facilmente manipulado e coagido a aceitar tudo aquilo que vier ‘de cima’.

A AUSÊNCIA DE IDEOLOGIA

     A ausência de ideologia é uma característica marcante nos governos pós-ditadura militar, no Brasil. Não somente as ideologias da esquerda clássica (comunismo) ou da direita clássica (fascismo), mas também qualquer forma de nacionalismo. A impressão que passa é que os militares somente permitiram a existência de governos civis, desde que os partidos desses governos promovessem a alienação do povo. No entanto, para substituir esse vácuo mental, os partidos governantes – e não somente eles – assumem lutas sociais dentro das camadas das classes média e média alta – sempre apoiadas pela burguesia –, que se limitam a determinados aspectos deteriorados da sociedade, evitando-se o aprofundamento em busca das causas.

     Assim, surgiram as lutas em defesa das minorias ultrajadas: negros, mulheres e homossexuais. Além dos pobres e miseráveis. Aos miseráveis foram dadas promessas; aos pobres foram dadas mesadas: os pobres votam. Aos negros foram dadas cotas nas universidades. Às mulheres foi dado o feminismo. Lula e Dilma foram eleitos por esses setores sociais, através de dádivas e de promessas. Aos homossexuais estão sendo dados direitos exclusivos, o que é uma afronta à Constituição Brasileira, que dá a todos os brasileiros os mesmos direitos.

     Mas faz parte da política. Por ausência ideológica, o PT e aliados – que são todos os partidos no Congresso, embora alguns finjam de oposição – defende as causas dessas autodenominadas minorias. As mulheres, no entanto, constituem mais de 51% da população brasileira, e não podem ser chamadas de minorias. Os negros também são maioria. Entre negros e pardos ou mestiços com pele escura, existem cerca de 97 milhões, contra 91 milhões de brancos ou mestiços com pele branca. Portanto, os negros também não são minoria. Os pobres e miseráveis são a imensa maioria do povo brasileiro, independente de gênero ou cor da pele. E os homossexuais, em aumento contínuo, já são cerca de 10% da população brasileira, em um cálculo por baixo.

     Dedicando-se às causas dessas ‘minorias’, ao mesmo tempo em que promove a devastação da natureza em todo o Brasil para satisfazer os empresários que sustentam o Governo, e ao mesmo tempo em que deixa a questão agrária e os verdadeiros problemas sociais de lado, o PT garante votos e eterniza-se no poder. Não só o PT. Também os demais partidos que dividem o poder.

     A luta de classes é trocada por lutas pelas ‘minorias’ e o PT, com essa estratégia, passa por partido de ‘esquerda’. E o povo acredita que ser de esquerda é lutar por pequenos aspectos sociais, assim como costumes, e torna-se ainda mais alienado e mais passível de ser manipulado.

HOMOFOBIA OU HETEROFOBIA?

     Recentemente, tivemos a legalização da união estável entre homossexuais, pelo Supremo Tribunal Federal, que mais uma vez arrogou-se o direito de legislar. Foram dez votos a favor e nenhum contra. Votos políticos. O STF é um órgão político. Os ministros são indicados e não concursados e quem os nomeia é o Presidente da República. Assim, torna-se receptivo ao Poder Executivo ao apreciar demandas de interesse do governo federal. E uma das demandas do Poder Executivo é favorecer as demandas dos grupos de homossexuais do país (também autodenominados gays, que significa alegres em lingua inglesa). E uma das demandas dos grupos de homossexuais era a união estável entre homossexuais. O STF resolveu o assunto.

     Ao mesmo tempo, foi aprovado na Câmara e está tramitando no Senado, um projeto de Lei de autoria da deputada Iara Bernardes, também chamado de “lei da mordaça”, que prevê alterações na Lei 7716/89 (Lei do Preconceito), no Código Penal e na CLT. É a PLC 122.

     Contra o costume e contra a Constituição Federal, esse projeto prevê alterações de tal maneira que a minoria homossexual terá prerrogativas superiores aos demais cidadãos não homossexuais da República. A Constituição da República Federativa Brasileira garante a livre manifestação do pensamento (Art 5º IV); a inviolabilidade de consciência e de crença sendo assegurado o livre exercício de cultos religiosos (VI).

     Mas a PLC 122 vai contra a Constituição Federal. Líderes religiosos, católicos, evangélicos, espíritas, mulçumanos, judeus e outros, cujos estatutos religiosos como a Bíblia, o Alcorão e a Torá que terminantemente não aceitam o relacionamento sexual que não seja entre um homem e uma mulher, poderão responder processo e ser presos caso em suas liturgias leiam um texto registrado nos seus livros sagrados, se por acaso estiver entre os seus ouvintes algum adepto GLS (gays, lésbicas e simpatizantes). Da mesma forma não poderão, nos seus locais de culto, impedir que as mesmas pessoas troquem carícias e até se beijem.

     É a lei indo contra os costumes. E qualquer pessoa de inteligência média aprende que a lei deve provir dos costumes e não o contrário. É o Estado indo contra a grande maioria dos seus cidadãos em nome do que se apelidou de “combate à homofobia”. Na tradução direta, ‘homofobia’ seria medo em relação aos homossexuais, o que parece ser um contrassenso. Mas interprete-se como aversão ao homossexualismo. No caso da lei ser aprovada, as pessoas que tem aversão ao homossexualismo – e não precisará tanto: as pessoas que não concordam com as práticas homossexuais, ou, simplesmente, que não são homossexuais e se manifestam a respeito, poderão ser presas.

     Mais ainda. Teme-se que esta lei que concede prerrogativas que não são concedidas a grupos como índios, negros, idosos, deficientes, crie uma verdadeira "casta" de GLS, de forma que o objetivo da lei tenha o efeito inverso ao pretendido, face ao terror que levará à sociedade, onde até um pai não poderá orientar o seu filho e um pedófilo poderá alegar em sua defesa que a orientação sexual dele é gostar de satisfazer suas lascívias com criancinhas.

     A pederastia será considerada normal. Aliás, pederastia é uma palavra que está quase em desuso e alguns confundem o significado com pedofilia. Pedofilia é a perversão sexual, na qual a atração sexual de um indivíduo adulto ou adolescente está dirigida primariamente para crianças pré-púberes (ou seja, antes da idade em que a criança entra na puberdade) ou no início da puberdade. Sem distinção de sexo. Pederastia designa o relacionamento erótico entre um homem e um menino. Por extensão de sentido, o termo é modernamente utilizado para designar, além da prática sexual entre um homem e um rapaz mais jovem, também qualquer relação homossexual masculina. Portanto, a palavra pederastia está em desuso, assim como a palavra pederasta.

     Está no projeto de lei: "o caput do art. 1º da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1999, passa a vigorar com a seguinte redação:

     “Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, ORIENTAÇÃO SEXUAL e identidade de gênero".

A DEMONIZAÇÃO DO OUTRO

     O deputado Jair Bolsonaro, porque não é do PT e porque afirmou que orienta o seu filho para que não venha a ser um homossexual está sendo demonizado como o último dos reacionários. O PT revela-se um partido a favor do homossexualismo ou a favor da defesa do homossexualismo. Os que são contra são maus. Apoiar os homossexuais dá votos. Votos para os membros do PT e para os membros dos seus partidos aliados – mesmo para aqueles que não são homossexuais. Votar no PT continua a ser moda, ainda que não ofereça, agora, mais que um homossexualismo amplo, direto e irrestrito.

     É claro que existe muita discriminação aos homossexuais e inclusive tem havido assassinatos de homossexuais apenas porque são homossexuais. E esses fatos devem ser coibidos, os autores dos crimes devem ser presos e condenados sob a forma da lei e com todo o rigor. Mas se deve ir mais fundo: buscar as causas desses crimes e extirpá-las para que não mais aconteçam.

     E acredito que uma das causas é a péssima educação do povo brasileiro. Não só nas escolas, mas na base familiar. Uma educação que não prioriza o respeito, mas a baderna. Há até uma nova teoria psicológica de que as crianças não devem ser punidas quando erram. Não existem limites e tudo é permitido. A conseqüência é uma sociedade devassa, libertina, carnavalizada. Os turistas estrangeiros são atraídos a vir passar as suas férias no Brasil devido às belas nádegas das brasileiras. Ou dos brasileiros. Leis existem às dúzias, mas somente poucas são obedecidas porque este é o país do jeitinho e da corrupção.

     Criou-se aqui a cultura da corrupção, da degradação, da devastação. Da entrega do Brasil e dos brasileiros a quem pagar mais. Este é um país que vai pra frente aos empurrões das multinacionais, dos doleiros, dos marqueteiros, da indústria da desinformação. Temos um governo demagogo, que demonstra, com as suas obras, odiar o solo pátrio, detestar a natureza. Um governo que gasta milhões com a mídia para tentar deixar o povo inerte e apalermado, enquanto divide o dinheiro desse mesmo povo.

     A maldade e a deterioração são tidas como atos naturais dos mais espertos, a quem os brasileiros aprendem a reverenciar. E a maldade e a deterioração passam a ser atos naturais daqueles que desejam ‘vencer na vida’, dominar o próximo. E essa mentalidade leva aos crimes. Crimes de toda a espécie, inclusive filhos que matam pais e pais que matam filhos. E pessoas deturpadas que matam homossexuais. Mas também existem pessoas que matam pessoas que não são homossexuais.

     Mas, a pretexto de uma homofobia generalizada cria-se uma lei que favorece os homossexuais em detrimento dos demais cidadãos. Explicando melhor: em detrimento de hábitos e costumes da maioria dos cidadãos. É natural que se faça uma lei para defender uma minoria que se sente atingida em seus direitos. Mas não é natural que, em nome da defesa dessa minoria, direitos adquiridos sejam retirados dos demais cidadãos. A democracia oscila quando surgem leis assim, claramente demagógicas.

     Se já estava existindo, por falta da participação do Estado, uma excessiva permissividade, com esta lei o Estado estará autorizando toda e qualquer permissividade – e isso atenta contra aqueles que entendem que moral, bons costumes, boa educação, valores religiosos e sociais devem estar em primeiro lugar nas relações sociais. Atenta contra os grupos religiosos e, também, contra os grupos não necessariamente religiosos, mas que acreditam que valores morais são importantes na sociedade.

     É uma lei que é claramente contra o direito de pais e mães orientarem os seus filhos de acordo com aquilo que entendem que seja certo no que tange à vida sexual. Transparece, nesse caso, o Estado sobrepondo-se ao núcleo familiar, coagindo-o e intimidando-o a agir de determinada maneira. E isso é fascismo.

     É uma lei inconstitucional, porque já no artigo V da Constituição Brasileira está explícito que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade (...).” Se todos são iguais perante a lei, não há porque uma determinada classe, qualificada pela sua opção sexual, ser ‘mais igual’ que os demais. Além disso, no mesmo artigo V – VI, está escrito: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias.”

     A lei é inconstitucional, porque não permite que haja discriminação ou preconceito de sexo, gênero ou orientação sexual. Ao mesmo tempo, no inciso VI do artigo V da Constituição está escrito que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, etc.” E todos sabem que as principais religiões - maioria no Brasil - são contra o homossexualismo.

     Vamos supor que um sacerdote esteja lendo no seu local de culto o livro Gênesis, na parte que fala da destruição de Sodoma e Gomorra por Deus, porque os habitantes daquelas cidades eram todos homossexuais e um homossexual, sentindo-se ofendido, entre com uma ação contra o sacerdote e sua igreja... Sob a alegação de que o Estado é laico! Mas o mesmo estado laico tem em sua Constituição a liberdade religiosa. Como fica?

     Com a aprovação dessa lei, é muito provável que os heterossexuais passem a ser demonizados sempre que expressarem uma opinião contrária ao homossexualismo. Como já está acontecendo desde agora. Em nome da luta contra a homofobia está surgindo a heterofobia. Políticos claramente interessados nos votos dos homossexuais estão promovendo diversas manifestações públicas “contra a homofobia”; manifestações que vão desde discursos dos muito poderosos a favor da PLC 122 até “beijaços” na frente de igrejas.

     Por exemplo, o “Diário Catarinense” registrou a seguinte notícia, em 12/5/2011:

     “Cerca de 150 pessoas participaram do "beijaço" contra a homofobia marcado para o final da tarde desta sexta-feira, em frente à Catedral de Florianópolis.

     “Nomeada "Um beijo a Bolsonaro" o ato contra a intolerância sexual e racial foi marcado por outra manifestação, de jovens católicos. Enquanto os participantes do primeiro protesto beijavam-se na Praça XV os outros rezavam em frente à igreja.

     “A manifestação foi motiva da pelos comentários do deputado federal Jair Bolsonaro, do Rio de Janeiro, que criou um panfleto sobre a sua opinião homofóbica e deu declarações sobre as escolhas sexuais da população.

     “Alunos de Artes Cênicas, da Udesc e Ufsc, promoveram a ação, chamando vários casais homossexuais, bissexuais, brancos e negros para que se beijassem ao mesmo tempo.

     “A organizadora do beijo coletivo, aluna de Artes Cênicas da Udesc, Renatha Lino, reiterou que o movimento foi pacífico e não se tratou de um protesto mas de uma performance artística. Na avaliação da organização 250 pessoas participaram do evento.”

     Está na moda chamar de “homofóbico” quem não for homossexual ou quem não apoiar demandas homossexuais, como a PL 122. Em vez de apoiarem lutas sociais que digam respeito a todo o povo brasileiro – e são tantas! - jovens de classe média alta, estudantes universitários (e não somente jovens) manipulados pela mídia do poder e buscando “causas” para lutar, encontraram na “luta contra a homofobia” uma razão para se mostrarem atuantes, engajados. Mas com isso provocam distúrbios sociais que não seriam necessários caso o modismo provocado por interesses políticos não os açulasse a agir dessa maneira.

     Porque atos assim são provocativos, dividem a sociedade e em nada colaboram para a harmonia nas relações sociais. Em última análise, a razão da existência das leis é a busca da harmonia social. Ou deveria ser. E leis que privilegiem grupos sociais específicos estão, obviamente, indo contra aquilo que entendemos por contrato social – que é a busca do equilibro das forças dinâmicas na sociedade.

     É quando ocorre a demonização do outro. Daquele que não concorda com as nossas idéias. Se, antes, heterossexuais agrediam homossexuais e os tratavam como pessoas de segunda classe, devido a uma falha na educação ou a conceitos sexuais ortodoxos, agora que o homossexualismo tornou-se moda, os seus defensores agridem aqueles que não concordam com essa moda. E temos uma ruptura social, causada pela intolerância a serviço da política. E isso é claramente antidemocrático e leva ao fascismo, à imposição de idéias com as quais a maioria da população não concorda. Uma imposição de idéias e de costumes sem que haja um debate social a respeito, porque o Estado se arvora o direito de impor idéias e costumes e de privilegiar uma minoria a título de defendê-la.

     Ao mesmo tempo, questões sociais como esta, que tratam da superfície dos problemas sociais e em nada alteram o conjunto social no sentido de melhorias realmente revolucionárias; que não tratam de aprofundar e resolver problemas muito mais urgentes como a fome, o desemprego, a miséria, a falsa e precária educação, a saúde e o bem estar do cidadão, no todo social e não em castas, além de esconderem o que o Estado está fazendo com o país através da sua política entreguista e maquiavélica, da sua política contra a natureza dentro do país, da sua política que busca a alienação política do cidadão, são manobras diversionistas clássicas do Estado capitalista, nas quais embarcam os grupos intelectuais que se pensam de vanguarda e que são superficiais na sua maneira de pensar o mundo e a sociedade.

     Geralmente, grupos intelectuais ligados a classes mais altas e que, direta ou indiretamente, ao apoiar esses temas que somente favorecem políticos profissionais, acabam corroborando a ação do Estado predador.

O POLITICAMENTE CORRETO

     Tive e tenho amigos e amigas homossexuais e nossas relações sempre foram baseadas em respeito mútuo, inclusive no que diz respeito às nossas vidas sexuais. Mas considero errado classificar grupos devido à sua opção sexual. Porque o sexo é uma das atividades humanas e não, necessariamente, a atividade determinante das relações sociais.

     Viver em função do sexo me parece ser uma coisa obsessiva, principalmente para as pessoas maduras. Embora seja natural que jovens e adolescentes tenham essa preocupação quase compulsiva durante o período da sua formação enquanto seres humanos. Observem que as poesias dos jovens tem, em primeiro lugar, a preocupação com o “eu”. A busca de si mesmo e a preocupação existencial faz parte da juventude. E não só da juventude, mas naquela fase essa busca é mais aguçada. E dentro dessa busca entra a sexualidade.

     É na juventude, geralmente, que as pessoas se definem sexualmente. E isso deveria bastar em uma sociedade organizada. No caso dos homossexuais, não deveria ser o ponto de partida para uma vida que girasse em torno do sexo e da sexualidade, porque isso pode provocar transtornos psicológicos e uma preocupação excessiva com o próprio individualismo e com a defesa dessa individualidade sexual – porque a pessoa acaba se transformando e se auto-afirmando a cada instante como alguém que tem uma opção sexual diferente da opção sexual da maioria das outras pessoas e a sua identidade passa a ser sexual, em primeiro lugar.

     Mas não vivemos, no Brasil, em uma sociedade organizada, mas depravada, corrupta e mentirosa. Uma sociedade cínica. E isso faz com que os homossexuais se organizem em grupos estruturados devido à sua opção sexual e não ao trabalho que exercem. A princípio, esses grupos são organizados como uma maneira de autodefesa contra os heterossexuais que tem uma mentalidade deturpada e acreditam que todos devem ser heterossexuais e agridem aqueles que não são heterossexuais, porque os consideram uma ameaça ao seu modo de vida e à sua maneira de encarar o mundo.

     Pessoas assim deveriam ser retiradas do convívio social e reeducadas. Mas o Estado nada faz a respeito. Ao contrário, os centros de reabilitação, penitenciárias e congêneres são locais onde os apenados aprendem a ser mais criminosos ainda. Este é um pais que trata as pessoas como animais e os animais como se fossem lixo.

     Então, o que ocorre é que quando os homossexuais reclamam os seus direitos e acusam os heterossexuais homofóbicos o Estado vê naqueles grupos mais uma maneira de angariar votos e os trata como se fossem cidadãos especiais, em detrimento dos demais cidadãos e, como agora, fazendo leis a seu favor que vão de encontro à própria Constituição da República.

     Não é esse o caminho. Por isso a pergunta: o politicamente correto é correto para quais grupos políticos? Quem sai lucrando politicamente quando se mudam as normas sociais a cabresto, sem haja uma ampla discussão a respeito e sejam contempladas todas as partes envolvidas? Qual o Brasil que queremos? É esta coisa cínica, pervertida, deturpada ou um país que realmente dê a todos os seus cidadãos condições dignas de vida, conforme está prescrito em nossa Constituição?

domingo, 15 de maio de 2011

DEGRADAÇÃO NA AMAZÔNIA CRESCEU 35% EM MARÇO


Aceleraram o desmatamento antes do novo Código Florestal ser aprovado. Como terá sido em abril? E como está sendo em maio? Que país termos até o fim do ano?

     Deu no Yahoo!:

     “Degradação na Amazônia Legal cresce 35%

     “Na Amazônia Legal, 299 quilômetros quadrados de florestas foram degradados em março deste ano, um aumento de 35% em comparação com o mesmo período de 2010, quando a área atingida foi de 220 km². Os dados, do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), constam no último boletim do Instituto Imazon.

     “Segundo o instituto, Mato Grosso foi responsável por 73% da degradação, seguido por Rondônia, com 23%. Degradação florestal significa que a floresta foi cortada parcialmente ou sofreu queimada, mas não foi totalmente derrubada.

     “Os dados confirmam o alerta feito pelo Deter, sistema de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que detecta a ocorrência de corte raso, ou seja, desmatamento total de uma área, na Amazônia Legal.

     “Em janeiro e fevereiro deste ano, o Deter apontou 19,2 km² de áreas desmatadas. Mato Grosso apareceu como o Estado que mais desmatou, com 14,4 km², seguido pelo Maranhão, com 4,3 km². (...)”

     Algumas reações à notícia:

     • Gigi

     "É um negocião destruir a amazônia. Para que precisamos de mata atlantica? Se tivermos a proteção da floresta não seremos alvo de tufões e nem de furacões. Dai, como o governo vai se livrar de um bocado de gente do bolsa esmola? Por isso o governo apóia a destruição do bem mais precioso que temos. Nossas matas e consequentemente nossa água. Quem mandou votar nestas desgraças que estão ai? Vai ser cada vez pior...."

     • rod

     "O negocio e plantar Soja. Arvore em pe nao da lucro pra ninguem!!!! A nao ser para as empresas estrangeiras que necessitam 'comprar oxigenio'. Moro em Sinop, MT. Da-lhe soja e andar de Hilux zera."

     • Junior

     "E ainda querem aprovar um código florestal onde os criminosos que destroem o meio ambiente vão ganhar incentivos para o desmatamento da mata nativa, da mata ciliar, da mata que protege as encostas e os topo de morros."
"O BRASIL, DESDE O SEU DESCOBRIMENTO, VEM SENDO PILHADO POR QUEM DEVERIA PROTEGÊ-LO. ATÉ QUANDO VAMOS ACEITAR PASSIVAMENTE?"

     • ALFBR

     "É deprimente ler uma noticia dessas! Como pode, depois de tantos anos de denuncias, inclusive internacionais, um país manter-se inerte e imóvel diante de tamanho descalabro!? O que pretendem fazer para reverter esse quadro já? Não me venham dizer que os EUA são omaior poluidor do mundo nem que a as vacas da china são os principais responsaveis pelo buraco na camada de ozônio. Quero saber o que o o meu País está fazendo para salvar esse patrominônio. O dado é alarmante."

     • ▐░►◄░▌

     "Agora o desmantamento da Amazónia já é legal!? Grande governo sem dúvida. E ainda os brasileiros se queixam que os portugueses é que destruíram a Amazónia..."


     E mais 26 comentários do mesmo gênero. O povo percebe, mas se sente imobilizado, porque essa quantidade de partidos que estão aí (e continuam surgindo) existe apenas para compartimentar as pessoas, encaixotá-las dentro de determinados padrões. Nenhum dos partidos propõe qualquer coisa mais séria e agora estão fazendo uma “reforma partidária” para esconderem o rosto e receberem dinheiro diretamente do governo para as suas campanhas políticas.

     E o governo quer desmatar mais. No sul-maravilha quase não existem mais árvores nativas. Algum capão de mato aqui, outro ali... Agora, existem prefeituras que incentivam o plantio de eucalipto. Dizem que é para abrigar o gado, para fazer sombra. Isso é duplamente maligno. A razão desse plantio é vender madeira para as fábricas de celulose. E a conseqüência dessa razão sem razão, além do dinheiro fácil no bolso dos “produtores”, será a desertificação da terra.

O DESERTO VERDE

     Toda monocultura provoca desertificação. Além de degradar a terra, o eucalipto é voraz consumidor de água e liquida com a vegetação nativa. A continuar essa mentalidade destruidora, brevemente teremos grandes desertos no Rio Grande do Sul.

     Aos poucos? Não. Já está acontecendo agora. Os impactos do chamado deserto verde implantado no Estado são secamentos de rios, fontes de água, a devastação do solo, que chega a plena destruição do meio ambiente. Os poucos empregos gerados são para mão-de-obra especializada nas fábricas. Cidades e regiões gaúchas estão sofrendo com a estiagem agravada pela monocultura de eucalipto, como Bagé, Alegrete, Fronteira Oeste, Encruzilhada do Sul entre outras.

     Eu vivo em Bagé, terra da degradação da terra. Aqui, sofremos uma estiagem anual de vários meses. E o plantio de eucaliptos continua. É um grande negócio para os grandes negociantes. Para eles, a terra é apenas isso: negócio. O deserto verde é provocado por eucalipto, agrotóxicos e monocultura. Aqui não faltam agrotóxicos. E cultura de soja e arroz transgênicos. Tudo que as empresas de celulose desejam.

     Mas não somente em Bagé e na Fronteira Oeste deste estado que já foi muito rico. Também no Vale do Paraíba, em São Paulo. No sul da Bahia, aonde as empresas de papel e celulose chegaram também na segunda metade do século passado. Hoje, há muitas áreas abandonadas, sem condições para plantio devido aos efeitos agressivos do eucalipto sobre o solo. As empresas de celulose e de produtos transgênicos também estão em Santa Catarina, no Espírito Santo, em Minas Gerais e em todos os lugares do Brasil em que puderem entrar e semear o seu lixo.

     As empresas – como a Aracruz e a Monsanto - prometem gerar cerca de cinco mil empregos diretos e indiretos no Brasil, sem especificar por quanto tempo, ao passo que o desenvolvimento de um programa de agricultura familiar variada pode gerar até 30 postos de trabalho permanente por hectare.

     Cerca de 95% da polpa de celulose produzida no Brasil é destinada ao mercado externo, sobretudo para a União Européia e os Estados Unidos. Nesses lugares, cerca de 80% da polpa importada do Brasil é transformada em papel higiênico e lenços de nariz. E mesmo que assim não fosse. Estão usando a nossa terra como se fosse deles, deixando aqui a poluição e provocando a desertificação e auferindo lucros gigantescos.

     E a Aracruz é uma das empresas diretamente interessadas na destruição da Mata Atlântica, que o novo Código Florestal, se passar, irá propiciar. Já estão agindo. Um exemplo que não sai na “grande imprensa”:

     Em plena Copa do Mundo e no final da sexta-feira (16/06), próximo do fim do expediente dos órgãos ambientais, a transnacional Aracruz Celulose colocou em operação 27 tratores para destruir a mata atlântica em adiantado estágio de regeneração na cabeceira da nascente do córrego Jacutinga, na região de Farias, em Linhares (ES). A empresa não contava com a reação de mulheres camponesas - uma delas, no nono mês de gravidez - com suas crianças e maridos, que se colocaram em frente às máquinas, com risco de suas vidas, para parar o desmatamento que já havia destruído 50 hectares da vegetação.

DESMATAMENTO E MONOCULTURA

     Eles fazem o que querem. Tem o apoio do Governo. O mesmo Governo que incentiva a monocultura da soja e do arroz transgênico. E da cana de açúcar para fabricar biodiesel.

     O professor Walter Pinheiro da Fonseca, em entrevista para “O Estado do Triângulo” e prevendo a entrada de grandes empresas de monocultura da cana no Triângulo Mineiro, afirmou que os problemas da região Nordeste, em grande parte, devem-se aos longos períodos de monocultura da cana.

     “Estudos científicos apontam que o desmatamento na região nordeste é um dos principais responsáveis pela seca que assola toda a região, ou seja, a seca do Nordeste, tem ligação direta com a monocultura da cana no Brasil Colônia, durante um século. Com o desmatamento da Mata Atlântica do Ceará até Pernambuco, quando se tirou toda a mata rica em húmus, sais minerais, começou o semi-árido, isso mostra que os efeitos são drásticos.

     “As terras do Nordeste estão cansadas, estéreis, não servem nem pra cana mais, então eles precisam mudar de região. Hoje eles estão pegando os melhores bolsões de terras de cerrado. Na região do Triângulo Mineiro são terras férteis. Hoje, dos 40% de terras agricultáveis da nossa região, apenas 5% são ocupadas pela cana, mas eles objetivam plantar 35%, ou seja, a maior parte da área agricultável. Ao mesmo tempo que eles negam a monocultura, falam outra coisa. Eles estão atrás de terras férteis para transformar em pedaços de desertos.

     “Outra questão a ser analisada é esta, lembrou o professor, se a cana é tão rentável, porque o Nordeste é tão pobre? E deu logo a resposta: “Esgotou-se toda uma região, deixaram o Nordeste em estado de miséria". O povo nordestino hoje vive as conseqüências de erros do passado, que eles não têm culpa. E o que vemos é que os grupos estão procurando alastrar esses problemas para outras regiões, para atender uma pequena minoria. É uma minoria que faz isso e depois a toda a população sofre as conseqüências desse processo. Digo que hoje, o que se pretende é ´nordestizar´ o resto do Brasil.”

     Mas o Obama e sua turma querem biodiesel barato e o Governo brasileiro curva-se aos desejos do imperador.

     E também querem novos campos para cultivo e para pecuária. Na Amazônia. Por isso destroem a floresta, matam os animais e plantam soja transgênica e pasto para criar os bois. O mercado externo exige a devastação e paga bem pela carne e pela soja. Por isso devastam, queimam, cortam e o Governo brasileiro finge que nada pode fazer. É um Governo que adora estatísticas. Os pecuaristas são, em sua maioria, brasileiros, mas também existem empresas com capital transnacional. Tudo é exportado: a madeira, a carne, o leite, a soja.

     E o Governo, movido pela febre de devastação, constrói usinas como a de Belo Monte, para satisfazer a empresários e políticos. Não interessam os índios, a fauna e a flora. Não interessa o povo. O povo que vá assistir futebol, BBB, novela das oito.

     Brasil globalizado, Brasil pasteurizado, Brasil onde se fala inglês pra inglês ver que se fala inglês no Brasil.

     Um só mundo, uma só língua, como propagandeiam aqueles rapazes pagos pelo tio deles, o tal de Sam, a quem tanto veneram em troca de pedras pintadas e colares de miçangas e por ele se ajoelham e por ele rezam e por ele fazem tudo o que ele quiser porque quem paga manda e invade e saqueia e vampiriza... E desmata. As motosserras não param, dia e noite. Aqui é o Brasil de todos os malandros e otário é o povo que acredita que cachaça é água – quem mandou acreditar?

     Aqui jogamos futebol. Futebolizamos o amanhecer dos noventa por cento dos sem destino que se pensam destinados a povo votante e massa uivante nos estádios e só. A presidente diz que. O ex-presidente também diz. E ficamos futebolizados, novelizados, enovelados nas palavras que afirmam que nossas pernas são dribladoras e nosso querer se restringe a mais um gol. Ou gole.

     Quem mandou acreditar?

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O PCdoB APÓIA O LATIFÚNDIO


"A Comissão Política do PCdoB decidiu apoiar o trabalho do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) como relator do projeto do novo Código Florestal. A decisão foi tomada na reunião realizada nesta quinta-feira (28) em Brasília. Segundo a nota oficial publicada ao final do evento, o Partido considera que o texto atende aos preceitos do novo projeto nacional de desenvolvimento do Partido, que contempla simultaneamente produção de riquezas, distribuição de renda e preservação de recursos naturais."


     Está ali. Basta entrar no Portal Vermelho, site oficial do PCdoB (não confundir com o PCB) – que é tão vermelho quanto as roupas do Lula e da Dilma, apenas aparência – e verificar a posição do Partido Comunista do Brasil. Apóiam Aldo Rebelo (PCdoB) que é o relator do novo Código Florestal, que, se aprovado, somente favorecerá os latifundiários.

     O Instituto SocioAmbiental esclarece que com a aprovação do novo Código Florestal teremos um Brasil mais poluído e depredado.

     "Em relação às APPs (Áreas de Preservação Permanente)

     "Como é a lei hoje:

     "Protege no mínimo 30 m de extensão a partir das margens do rios, encostas íngremes, topos de morro, restingas. Quem desmatou é obrigado a recompor as matas.

     "Proposta aprovada:

     "A faixa mínima, nas beiras de rio, agora é de 15 metros. Topos de morro e áreas com altitude superior a 1800 metros de altitude deixam de ser protegidas. Veredas passam a ser consideradas APPs. As demais áreas, embora continuem sendo formalmente protegidas, podem ser ocupadas por plantações, pastagens ou construções caso tenham sido desmatadas até 2008 e sejam consideradas pelos governos estaduais como “áreas consolidadas”.

     "O que pode acontecer

     "Áreas que, por estarem irregularmente ocupadas, sofrem com enchentes, deslizamentos, assoreamento e seca de rios, são as mais fortes candidatas a serem consideradas como áreas consolidadas e, portanto, condenadas a conviver eternamente com esses problemas, já que não haverá recuperação e as ocupações permanecerão. Tragédias como a de Angra dos Reis, Vale do Itajaí e Alagoas vão ser “legalizadas”.

     "Em relação à Reserva Legal

     "Como é a lei hoje:

     "Todo imóvel tem de manter um mínimo de vegetação nativa. Nas propriedades rurais situadas nas áreas de Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampas a reserva é de 20% do tamanho do imóvel. Na Amazônia Legal deve-se manter 35% nas áreas de Cerrado e 80% nas de floresta. Quem não tem a área preservada tem que recuperar ou compensar. A recomposição deve ser feita com espécies nativas, ou então o proprietário pode compensar a falta de reserva em seu imóvel com o arrendamento de outra área, com vegetação preservada, situada na mesma bacia hidrográfica.

     "Proposta aprovada:

     "Propriedades com até quatro módulos fiscais (20 a 440 hectares, dependendo da região do país) não precisam recuperar a área caso ela tenha sido desmatada até a promulgação da lei. Nas demais propriedades ela deve ser recuperada, mas será menor do que atualmente, pois não será calculada com base na área total do imóvel, mas apenas na área que exceder 4 MF (se tiver 10 módulos, será calculada sobre 6). Além disso, será permitido compensar a área devida a milhares de quilômetros da área onde ela deveria estar, desde que no mesmo bioma. Poderá também ser transformada em dinheiro a ser doado a um fundo para regularização de unidades de conservação.

     "O que pode acontecer:

     "Como mais de 90% dos imóveis rurais têm até quatro módulos fiscais, boa parte deles concentrados no sul e sudeste, haverá grandes áreas do país onde simplesmente não haverá mais áreas com vegetação nativa, pois são essas também que abrigam o maior número de APPs com ocupação “consolidada”. Há ainda um grande risco de que propriedades maiores sejam artificialmente divididas nos cartórios para serem isentas de recuperar, algo que já está acontecendo. Embora a proposta diga que isso não pode ocorrer, a fiscalização e coibição é extremamente difícil, o que significa que muito mais do que as “pequenas propriedades” serão anistiadas. Os poucos que tiverem que recompor vão poder fazer com espécies exóticas em até metade da área, ou optar por arrendar terras baratas em locais distantes, cuja fiscalização para saber se estão preservadas será também muito difícil, e, novamente, manterão suas áreas de origem sem a cobertura mínima necessária de vegetação.

     "Em relação à regularização ambiental e anistia

     "Como é hoje:

     "Proprietários que não tenham a Reserva Legal ou APPs preservadas estão sujeitos a multas caso se recusem a recuperar, ou quando desmatem ilegalmente. Podem também ter a produção embargada.

     "Proposta aprovada:

     "Estados terão cinco anos, a partir da publicação da lei, para criar programas de regularização. Nesse período, ninguém pode ser multado, e as multas já dadas ficam suspensas. Os que aderirem à regularização podem ser dispensados em definitivo do pagamento de multas e, como já dito, inclusive da recuperação das áreas ilegalmente desmatadas."


     O Fórum Nacional pela Reforma agrária e Justiça no Campo, constituído por diversos grupos sociais, quais sejam: ABRA, ABEEF, APR, ABONG, ASPTA, ANDES, CARITAS - Brasileira; COIABE, Centro de Justiça Global, CESE, CIMI, CMP, CNASI, COIABE, CNBB, CONDSEF, CONIC, CONTAG, CPT, CUT, CTB,Comissão de Justiça e PAZ, DESER, Empório do Cerrado, ESPLAR, FASE, FAZER, FEAB, FETRAF, FIAN - Brasil, FISENGE, Grito dos Excluídos, IBASE, IBRADES, IDACO, IECLB, IFAS, INESC, Jubileu Sul/Brasil, MAB, MLST, MMC, MNDH, MPA, MST, MTL, Mutirão Nacional pela Superação da Miséria e da Fome; Pastorais Sociais, PJR, Rede Brasil, Rede Social de Justiça, RENAP, SINPAF, Terra de Direitos, repudia a proposta do novo Código Florestal e conclama aos Deputados Federais que votem contra o requerimento a fim de se alinharem à posição das organizações e dos movimentos sociais e sindicais.

     Mas muito provavelmente será uma conclamação inútil, apenas para marcar posição, porque os deputados, liderados pelo presidente da Câmara, Cândido Vacarezza, do PT, estão mais que tentados a votar maciçamente a favor do novo Código Florestal, nesta terça-feira. Tudo indica que o agronegócio vencerá mais uma vez, em desfavor da agricultura familiar e da reforma agrária.

     O agronegócio representa a aliança dos latifundiários capitalistas com empresas transnacionais, baseados no monocultivo, mecanização e utilização de agrotóxicos. Já a agricultura familiar e a reforma agrária defendem uma proposta para o campo com base em pequenas propriedades, com produção diversificada de alimentos, sem a utilização de agrotóxicos, com geração de empregos para a população do campo, com a construção de cooperativas e de agroindústrias.

A QUEM INTERESSA?

     Alguns defensores da mudança - entre estes os latifundiários - dizem que o país precisa aumentar a área de plantio e de pasto para o gado, como se já não tivéssemos área suficiente para estas atividades econômicas. Um estudo realizado pela ONG WWF (World Wildlife Fund” – Fundo Mundial da Natureza) em 2009 indica que o Brasil pode dobrar a extensão de terra ocupada pela agricultura, apenas recuperando áreas de pasto mal aproveitadas e terras degradadas.

     A impressão que se tem é que com a alteração do Código Florestal muitos estão querendo ganhar área agricultável, que não usarão de imediato, mas que servirá como estoque de terra livre para futura especulação. Em entrevista recente, a secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú, declarou que "vários estudos científicos já demonstraram que as mudanças no Código (Florestal) trariam consequências sérias para o Brasil em termos de perda de biodiversidade e aumento das emissões de gases de efeito estufa. O impacto que a mudança do Código Florestal provocaria nos diversos biomas seria muito grande. Extensas áreas da Floresta Amazônica, Mata Atlântica, de Cerrado e até da Caatinga, correriam risco de serem derrubadas, sob o amparo da legislação.

     O problema não está na anunciada falta de área de plantio ou de criação de gado, mas na maneira de realizar estas atividades. A falta de informação, recursos e às vezes até de interesse, tem mantido grande parte da atividade agropecuária em situação de atraso, no que se refere a uma moderna e saudável convivência com o meio ambiente. Há ainda uma competição entre estas atividades econômicas e o ecossistema em que se realizam. Como resultado, o prejudicado é sempre a parte mais fraca: destruição da reserva legal e da mata ciliar, solo de nascentes pisoteado e compactado pelo gado, desaparecimento da fauna original, gradual empobrecimento genético de extensas regiões, entre outros impactos.

     Em fevereiro deste ano, o embaixador dos Estados Unidos, Thomas Shannon, manifestou-se favorável à redução da Reserva Legal - uma das principais propostas do projeto de lei de autoria de Aldo Rebelo. Não somente os Estados Unidos estão interessados na depredação da nossa fauna e flora, mas também a Europa.

     “Enquanto nossas florestas são devastadas o país bate recordes de exportação de soja que é utilizado para ração de bovinos na Europa, Estados Unidos e Japão principalmente, só para citar apenas uma das comodities agrícolas produzidas no Brasil para abastecer o mercado internacional, em detrimento da soberania alimentar do povo brasileiro” – esclarece Enílton Rodrigues, estudante de engenharia florestal da UNB.

     “Plante que o governo garante” – era um dos clichês da ditadura militar para que o Brasil se tornasse e um país basicamente exportador. O modelo exportador era tido como totalmente equivocado pelos atuais donos do poder que, na época, defendiam a reforma agrária. Hoje, os atuais donos do poder político estão ao lado dos donos do poder econômico e entendem que o modelo exportador é o melhor negócio para os seus parceiros latifundiários. E um grande negócio também para quem comprar do Brasil as matérias primas exportadas. Além disso, o agronegócio visa basicamente a exportação de produtos da lavoura e carne para o mercado mundial – principalmente Europa e Estados Unidos que estão em franca recessão econômica e já não conseguem produzir para o seu próprio sustento. É um grande negócio para quem produz e para quem compra.

     Mas um péssimo negócio para o povo brasileiro que verá enterradas - de uma vez por todas - as esperanças de reforma agrária. E um péssimo negócio para o Brasil que entregará, aos poucos, a Amazônia o cerrado, a caatinga, o pampa e todas as suas terras agro-pastoris para os latifundiários aliados de grandes empresas estrangeiras.

     E é isso que o Partido Comunista do Brasil defende, através de sua Comissão Política e de seu filiado Aldo Rebelo. Um partido que perdeu completamente o seu rumo político e aliou-se ao latifúndio e ao grande empresariado.

     Breve teremos pessoas de direita, como José Sarney, Serra, Aécio Neves, Lula da Silva, Dilma Roussef, Fernando Henrique Cardoso e todos aqueles que gostam de se travestir de esquerda, por vício ou por ofício, entrando para o PCdoB, por falta de melhor partido. E, de quebra, a motosserra de ouro Kátia Abreu.

sábado, 7 de maio de 2011

MÃES DE MAIO E O ESTADO GENOCIDA



“Meu filho se chama Edison e tinha 29 anos. Foi morto na rua, tinha ido em casa para buscar remédios e por gasolina em sua moto. Vivemos na Baixada Santista, um bairro de trabalhadores em São Paulo. Os policiais o seguiram e o mataram a 500 metros do posto de gasolina. Embora haja contradições nas declarações, o Ministério Público não fez nada e arquivou o caso”, disse Débora Maria da Silva, uma mulher de 50 anos, mãe de outras duas filhas.


     Não só os filhos perdidos por assassinato, mas também os filhos perdidos para a televisão, os filhos perdidos para a submissão, os filhos perdidos que desistiram de raciocinar e acreditam que a vida é apenas a busca do prazer, os filhos perdidos para as drogas, que preferiram um estranho mundo interno e desistiram.

     Dar presentes para as mães. Sair correndo e comprar aquela lembrancinha porque todos saem correndo para comprar aquela lembrancinha e o império da mídia manda todos correrem para comprar porque depois terão o almoço especial de domingo feito pela mãe homenageada, que fingirá estar feliz.

     Não só os filhos perdidos por assassinato, mas principalmente os filhos perdidos por assassinato. Os filhos perdidos por assassinato praticado pelo Estado genocida. O Estado genocida que esconde a pobreza e, se possível, a mata para escondê-la melhor ainda.

     Mães de maio. Mães que somente são lembradas em maio. Cinicamente.

     Não as mães que vivem em um mundo artificial, proporcionado pelo dinheiro e a abundância. Estas brincam de mães de vez em quando e ensinam aos filhos uma fictícia maneira de viver.

     Mas as mães que vivem aflitas quando os seus filhos saem, porque não sabem se eles voltarão. As mães que já perderam as ilusões e que deixaram os sonhos de Cinderela há muito tempo. Ou as mães que não tem filhos, mas são mães de todos e se preocupam e lutam e não desistem e denunciam.

     O Movimento Mães de Maio nasceu na Baixada Santista e já está se espraiando por todo o Brasil. Foi logo após aquela onda de violência em São Paulo, em 2006, que deixou mais de trezentos mortos, a maior parte assassinada por policiais. Foi quando a Anistia Internacional denunciou que estavam operando no Brasil esquadrões da morte integrados por policiais cujas vítimas somaram-se aos quase nove mil assassinatos perpetrados pela polícia brasileira, em sua maioria categorizados como casos de “resistência seguida de morte”, sem investigação judicial, entre 1999 e 2004.

     Essa pesquisa foi feita pelo sociólogo uruguaio Raul Zibechi, que constatou que no Brasil o Estado era o responsável por um verdadeiro genocídio. O Estado tentou explicar, dizendo que eram resquícios da ditadura militar. Passaram-se os anos e hoje, 2011, fazem-se filmes que elogiam as matanças das polícias especiais e o povo está quase acreditando que esses assassinatos são necessários.

     Segundo Raul Zibechi, Rafael Dias, da ONG Defesa Global, acredita que no Brasil existe um Estado genocida porque “nunca houve uma ruptura entre o Estado da escravidão e o Estado moderno e temos agora um Estado elitista que funciona através da violência para separar os índios, os negros, os pobres, que são considerados como ameaças, como classes perigosas”.

     “Agora temos o modelo da militarização das favelas, porque se segue considerando o pobre como um perigo permanente e esta é a lógica da segurança pública”.

     “Os membros do Governo seguem tratando os favelados como lumpen, pessoas que estão fora da sociedade”, disse Rafael Dias.

     “O governo não compreende a situação dos mais pobres, porque como não estão organizados em sindicatos nem em partidos, não formam parte do projeto político e acreditam resolver o problema aplicando políticas compensatórias, como o Bolsa Família. Estamos repetindo os três eixos que haviam durante a escravidão, o tríplice P: pão, pau e pano.”

     A criminalização da pobreza é uma das torpes características do sistema capitalista. Um sistema que já é cruel por si mesmo, com a divisão de classes e que classifica as pessoas de acordo com a maior ou menor riqueza material.

     Aos pobres, o serviço pesado e o arrocho salarial. Aos ainda mais pobres a morte em vida ou a morte rápida sob qualquer acusação ou sob nenhuma acusação. À classe média, a ilusão de uma democracia de novela. Aos ricos tudo é permitido, inclusive o direito da extrema corrupção e da extrema perversão, porque nunca serão punidos.

A BAGDÁ SANTISTA

     Comunicado das Mães de Maio da Baixada Santista:

     “Ao longo dos anos de 2008 e 2009, a Baixada Santista foi a região do estado de São Paulo onde os homicídios mais cresceram, verdadeiras estatísticas de guerra!

     “Durante o mês de Abril de 2010 a Polícia Militar e grupos paramilitares de extermínio ligados a ela voltaram a atuar na Baixada Santista, no mesmo estado de São Paulo, executando sumariamente 27 pessoas num curto espaço de 10 dias. Informações apuradas pela própria Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo atestaram que estes policiais e grupos de extermínio seriam ligados à máfia chamada OS NINJAS, grupo de extermínio de policiais encapuzados auto-denominados “justiceiros” que têm atuado desde Maio de 2006 impunemente. Nas favelas e bairros periféricos da Baixada, àquela altura, corria abertamente o boato de que a lista completa daqueles Crimes de Abril seria de 51 pessoas. Uma lista que, felizmente, parou na metade graças aos gritos e às denúncias das Mães e Familiares que alertaram para o novo massacre em curso. As devidas investigações e punições, porém, mais uma vez não avançaram...

     “(...)Sem uma apuração ampla, geral e irrestrita do Crimes de Maio de 2006 e dos Crimes de Abril de 2010 (grande parte deles provocada pelos mesmos grupos de extermínio), as tragédias de Abril de 2011, 2012, 2013, 2014... serão cada vez maiores! Estamos voltando a avisar com amplo testemunho de todos os Senhores e as Senhoras, em cópia aberta.

     “O tempo urge: e estamos cansadas de bravatas e falações! Elas apenas custam mais vidas! Queremos atitudes concretas, urgentemente! E que fique escuro: não adianta pedir o envio de mais dezenas e dezenas de viaturas para descerem a Serra, para a Baixada Santista, pois sabemos que isso só piora o Terror vivido por nós! Os Grupos de Extermínio são ligados à Polícia, isto está mais que provado. Só falta a Justiça se mexer.

     “Quantas vidas mais será necessário nós perdermos para que se ampliem investigações corretas, façam-se inquéritos decentes e apliquem-se as devidas punições aos responsáveis? Quantos anos mais teremos que esperar para ver um inquérito sequer sendo corretamente apurado, trazendo à tona a Verdade e punindo Justamente os Responsáveis? Dos cerca de 500 assassinatos de 12 a 20 de Maio de 2006 não temos um policial sequer devidamente julgado e punido até hoje, em plena "democracia"!

     “Exigimos, por favor, encaminhamentos concretos dos Senhores e das Senhoras, conforme as respectivas atribuições profissionais, políticas e humanas que a cada um compete. Que estes encaminhamentos sejam compartilhados abertamente aqui para esta mesma lista, para que tod@s tenham ciência do procedimento de cada um diante destes Crimes contra a Humanidade.

     “Bem-vind@s à Bagdá Santista!

     “Inconformadamente,

     “Mães de Maio da Baixada Santista

     “PS: escrevemos esta mensagem enquanto helicópteros da Polícia, neste exato momento, sobrevoam nossas casas, aqui, na periferia da Baixada Santista. É assim que é!”

O ESTADO QUE MATA E ESCONDE A MÃO

     Não só na Baixada Santista. O Brasil inteiro é uma imensa cova rasa onde choram pais e mães pelos seus filhos assassinados pelo Estado. Recentemente, em um dos seus estranhos pronunciamentos, Dilma falou que os pobres devem “subir na vida”. É claro que devem, mas como? Dilma é uma pessoa estranha, imensamente desinformada ou imensamente cúmplice desse estado de coisas.

     Em minha cidade existe uma vila chamada Vila Miséria. Os órgãos públicos fingem que não existe. Fica ao lado do lixão da cidade e os seus moradores se alimentam daqueles restos dos bem alimentados. Não tem eletricidade, esgoto, centro de saúde, escola, e os moradores são como zumbis que apenas esperam a segunda morte.

     No Brasil inteiro existem vilas misérias, onde o povo que não consegue nem ser pobre tenta sobreviver do lixo. De vez em quando, alguns entre eles se indignam e saem para conseguir restos melhores, talvez para assaltar. Não voltam. Mães choram, mas quem quer saber de mães miseráveis? Essas não ganham flores no seu dia.

     Vivemos em um Estado genocida que discrimina entre quem paga e quem não paga impostos. Onde os pobres e os miseráveis são colocados de lado, como pessoas de segunda e de última classe. Para estes a pena de morte existe e pode ser aplicada a qualquer momento, sob qualquer pretexto.

     Fala-se muito em direitos humanos. Há uma grande discussão no Brasil sobre se deveremos ou não punir os militares assassinos e torturadores da ditadura militar. Todos querem saber se os guerrilheiros do Araguaia, nos anos 1970, terão a sua justiça póstuma. Mas ninguém se preocupa com os abandonados de agora, com os assassinados diariamente, com os que tentam sobreviver ao próprio Estado armado, que finge que não existe mais ditadura. Os pobres não contam; são cifras incômodas. Não importa quem chore por eles.

     Então, neste domingo, vamos festejar o Dia das Mães. Fingidamente. Vamos fingir que todas as mães estão satisfeitas neste Brasil que nos engana. Vamos elogiar as mães, mesmo aquelas a quem o Estado roubou o seu bem maior: os filhos. Quem sabe até, devamos agradecer por esta sociedade malévola à qual pertencemos, enquanto não somos nós os usurpados, os enganados, os assassinados.

     Ou vamos à luta. Vamos ousar lutar, ousar vencer.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

OBAMA, OSAMA E O DEMIURGO ILLUMINATI



Barack Hussein Obama foi escolhido a dedo para ser o atual presidente dos Estados Unidos e destruir ou anular a força dos árabes. Osama Bin Laden foi usado, magicamente, através do seu nome e colocado como líder de uma facção guerrilheira manipulada pelos Estados Unidos, a Al-Qaeda, para que fosse destruído no momento certo – simbolicamente representando a destruição da força do Islamismo.

     Osama Bin Laden em seu total numerológico é um número 11, mas na divisão entre vogais e consoantes e seu posterior reagrupamento é um número 2. E duas eram as Torres Gêmeas. O número das vogais do nome, que representa a sua vontade, é um número 5, indicador de mudança. O dia da destruição das Torres Gêmeas – 11/09/2001, em sua soma e redução numerológica é um número 5. O número das consoantes, que revela a personalidade, de Osama Bin Laden é um número 6 – o número da família e da comunidade. Pode ser traduzido como “amor” ou aliança. No caso de Osama, representaria o povo árabe.

     Barack Hussein Obama é um nome semita. Encontra-se Barack no Velho Testamento dos judeus; Hussein é claramente árabe e Obama é uma variação de Osama. O total numerológico do nome Barack Hussein Obama é 1, representando vontade e liderança. Nas vogais, vibra o número 9, universalismo. No caso de Obama, desejo de dominar a todos. Nas consoantes, que reflete a personalidade, aparece o número 1 – liderança. O prenome Barack, que é judeu, vibra em 9 – universalismo, e, no contexto histórico atual, dominação. O nome do meio, Hussein, que é árabe, vibra em 5 – mudança, transformação – da mesma forma que o sobrenome Obama.

     Podemos interpretar esses números, grosso modo, da seguinte maneira: que a ascensão de Obama ao poder e conseqüente destruição oficial de Osama deverá ter como conseqüência mágica a destruição do Islamismo ou a sua transformação em uma religião “domada”, com a dominação total de Israel no Oriente Médio. Os Illuminati são muito dados a códigos, rituais e números.

     Toda aquela representação das eleições norte-americanas não passou de representação. Obama tinha sido escolhido há muito tempo para atuar na hora certa. Da mesma forma, Osama foi escolhido para ser o inimigo público número 1 devido ao seu nome. Os Illuminati, e não somente eles, sabem usar as formas os números, a Cabala. A força da palavra.

     A palavra Obama é homófona da palavra Osama. Este é o primeiro passo mágico; muda-se uma letra, conserva-se o som da palavra e ocorre uma transformação. Osama é um número 13, que significa morte e ressurreição; Obama é um número 19 – o Sol que traz a força. Após a morte, a ressurreição e o crescimento através da força do Sol, que era chamado de Amon-Rá pelos antigos egípcios e simbolizava o Demiurgo.

     Quando a Abrão foi acrescentada a letra “H” – He, que significa força de vida – ele, mesmo velho com mais de 100 anos, readquiriu a força sexual para procriar. Na mesma época, Sara recebeu a mesma letra e pode engravidar. Na mitologia hebraica, conhecida entre nós como Velho Testamento, são muitos os ensinamentos cabalísticos ocultos. Um deles é sobre a força da palavra.

     Não por acaso as pessoas rezam com o objetivo de pedir algo para Deus. E não por acaso as orações são feitas de determinada maneira, usando-se determinadas palavras que se encadeiam para formar o Verbo final. São João escreveu no seu evangelho: “No Princípio era o Verbo e o Verbo era com Deus e Deus era o Verbo (...)”. Com o passar do tempo, as antigas orações que deveriam ser ditas de uma maneira especial, inclusive na entonação, foram se deteriorando, com algumas palavras sendo acrescentadas e outras retiradas – e perderam o seu valor, a sua força de contato verdadeiro com o mundo oculto, espiritual.


O BODE NO PENTAGRAMA INVERTIDO


     Os cabalistas judeus, na Idade Média, recuperaram esse poder de manipulação do oculto. A eles, aliaram-se os Illuminati, através das lojas maçônicas de alto grau. Para muitos poderá parecer bobagem ou apenas soberba o fato de ordens iniciáticas, como a Maçonaria, utilizarem-se de rituais em seus trabalhos de oficina. Mas são os rituais que fazem acontecer. Observem a vida cotidiana. Sem determinados “rituais” práticos nada é feito e a nossa vida fica anárquica. É necessário que as coisas sejam feitas de uma maneira específica e única para que dêem o resultado almejado.

     Os cabalistas descobriram que isso poderia ser feito para entrarem em contato com o oculto e, através desses contatos, que somente podem ser produzidos através de determinados rituais, adquirir poder. Mas o poder que desejavam – e ainda desejam cada vez mais – é o poder sobre a matéria, o poder advindo da manipulação da natureza e dos seres humanos e gerador de riqueza material. Isso é magia, mas magia negra.

     Assim, em perfeito ato de magia negra, foi utilizado Osama Bin Laden, como se fosse um bonequinho de Vodu – construído para ser destruído e, com ele, toda a força e a energia de uma religião por ele representada, o Islamismo.

     Mas Osama somente poderia ser destruído no instante em que houvesse outra pessoa que tivesse em seu nome as palavras certas, os números certos. E essa pessoa, devidamente preparada e instruída, foi Barack Hussein Obama. Obama para destruir Osama.

     E isso teria que ser feito de maneira ritualística – no dia certo do ano certo, para que os efeitos desse “sacrifício” fossem obtidos.

     Osama foi usado como o bode do sacrifício, que anualmente era mandado para o deserto carregando os pecados dos judeus para ser reclamado pelo anjo caído Azazel. Por isso, o bode era chamado de Azazel. Mas, desta vez, no caso da morte de Osama, com outro significado: para ajudar na destruição da outra raça semita, os árabes, através do enfraquecimento da sua religião. Porque é a religião islâmica que mantém os árabes fortes e a destruição, o enfraquecimento dessa religião os tornará novamente dispersos, desunidos e passíveis de fácil dominação.

     Embora alguns neguem, o bode tem grande significado na Maçonaria. E, principalmente para os Illuminati maçons. Porque nem todo maçom é Illuminati e existem muitos maçons, talvez a grande maioria, que não conhecem nem o significado da palavra. São usados no início e depois de alcançar determinado grau não podem mais voltar atrás e muitas são as ofertas materiais pelas suas almas.

     O bode não é apenas aquele que guarda os segredos nem representa o herói morto pelo seu povo. A cabeça do bode simboliza o pentagrama invertido, com a ponta para baixo. No pentagrama invertido, tal como interpretado pelos satanistas, as três pontas abaixo representam a ligação com a terra, com o aspecto telúrico, material e as duas pontas superiores significam o contraste que realmente equilíbra a afirmação da igualdade e dirige o universo e a vida tais como: criação/destruição, positivo/negativo, masculino/feminino, ação/reação, vida/morte, ativo/passivo, etc.

     Em suma, representa a supremacia do desejo físico claramente acima da espiritualidade. Em um pentagrama invertido pode ser inserida a figura da cabeça do bode: os dois pontos superiores são os chifres, as pontas laterais são as orelhas e a parte inferior a ponta da barba.

     Uma simbologia interessante. Mas, além desse significado, o bode, devido à sua força viril, também representa o poder sexual masculino e organizações secretas ligadas às forças telúricas tem no sexo masculino uma de suas fortes bases para exercer a magia negra.

     Interessante observar-se que os Templários – que segundo o cavaleiro Ramsay (que instituiu o Rito Escocês na França) teriam sido os precursores da moderna Maçonaria, foram acusados de homossexualismo, o que deveria ser uma má interpretação dos seus rituais. Mas, sobre a ordem secreta Skull and Bones, dos Estados Unidos, à qual pertence George W. Bush e outros líderes norte-americanos, é dito que em seus rituais de iniciação o sexo tem prioridade – mas isso deve ter alguma relação com o despertar da serpente kundalini.

     A descoberta da força da kundalini e a sua relação com a energia telúrica, com os “caminhos do dragão”, também conhecidos como “leys” no ocidente, foi fundamental para que as organizações esotéricas ligadas à matéria desenvolvessem uma série de técnicas, ou rituais, que tem como base a energia sexual. O objetivo é o de desenvolver certos centros de poder - como a glândula pineal – que estão adormecidos no cérebro humano e que poderão trazer aos praticantes desse tipo de magia capacidades superiores ao do ser humano comum.

     O triste de tudo isso, é que essas pessoas usam esse poder secreto para dominar as outras pessoas e para impor as suas vontades no mundo material conhecido. Mesmo que inicalmente não tivessem esse objetivo, aos poucos, foram se tornando desejosos de maior poder pessoal e transformaram o mundo no erro que conhecemos: miséria, fome, guerras, poluição, degradação de todo o tipo.


USAR A NATUREZA


     Não por maldade pura ou por mero maquiavelismo formou-se, aos poucos, a ideia de que o ser humano é superior ao restante da natureza e que deve utilizá-la para alcançar o seu próprio desenvolvimento que, em última análise seria o crescimento homogêneo da civilização.

     Essa ideia nasceu no seio das sociedades secretas dos séculos XVII e XVIII e teve em Francis Bacon o seu principal defensor. Bacon era alquimista, Rosa-Cruz, Maçon, Illuminati e acreditava que a natureza existe para servir ao Homem. Bacon é considerado o fundador da ciêcia moderna e do espírito mercantilista resultante. Na mesma época, os portugueses e espanhóis se empenhavam em destruir grandes civilizações indígenas nas Américas e os norte-americanos matavam todos os nativos que encontravam em seu território. Calcula-se, por baixo, que somente nos Estados Unidos foram mais de 4 milhões de indígenas assassinados em 300 anos.

     Nas três Américas foram mais de dez milhões. Com a “filosofia” de Bacon e de seus seguidores, além dos aspectos externos enunciados em seus livros, algumas convicções surgiram dentro das elites pensantes organizadas em sociedades secretas:

     • Conforme diz o Gênesis, a natureza existe para servir ao Homem.

     • O Homem é o ápice da Criação e existe para dominar os demais seres da Terra.

     • Dentre os homens, os europeus são os escolhidos para dominarem sobre os demais seres humanos.

     • Isto, devido a uma “ordem natural”, porque os brancos europeus são mais inteligentes e evoluídos que os demais povos.

     • Os povos que não concordam com as premissas acima devem ser escravizados ou exterminados.

     • Mesmo entre os europeus, que nasceram para dominar o mundo, as diferenças sociais revelam que existem “homens superiores” e “homens inferiores”.

     • Os “homens superiores” são os ricos, nobres e instruídos. Os “homens inferiores” são os pobres, de casta inferior e analfabetos.

     • É “natural” que os “homens inferiores” sirvam os “homens superiores”.

     • O mundo é do sexo masculino; as mulheres devem servir aos homens.

     Dentro dessa concepção de como deveria ser a vida, os europeus partiram para dominar, escravizar e matar os demais seres humanos. Decidiram-se a conquistar toda a Terra. O pensamento baconiano desenvolveu o capitalismo em toda a sua desumanidade – o que, para essas pessoas que dominavam a humanidade conhecida, através das sociedades secretas, era muito natural, porque obedecia às premissas acima referidas.

     Fabricaram a república no devido tempo, quando algumas casas reais não se mostravam muito dispostas a obedecê-los. E dominaram os países republicanos compartimentando as pessoas em partidos políticos que vendem ilusões. Fizeram da imprensa uma grande máquina obediente que faz com que as multidões se conservem passivas. Destroem povos e países que não concordam com a sua política e transformaram os governantes de todos os países aliados em títeres.

     Estão destruindo a natureza. E, concomitante a isso, estão destruindo as pessoas por dentro, inculcando em todos valores anti-humanos e anti-naturais, como o consumismo, o individualismo, a competição desenfreada como principal razão da existência, o desapego emocional e o culto da tecnologia.

     E, brevemente, destruirão o mundo, se nada for feito. Já tem até data marcada: 2012. Inculcaram na mente das pessoas que no ano que vem haverá uma grande transformação mundial e usam o calendário maia para promover essa transformação que virá após grande destruição.

     Preparam-se para isso. Não por acaso construíram as armas atômicas do grande holocausto. E holocausto significa oferenda, sacrifício ao seu deus faminto.

     A Humanidade cresceu muito e os Illuminati e seus seguidores querem dominar o mundo, mas um mundo mais confortável, com apenas as pessoas necessárias, que serão seus servos.

     Por isso procuram desculpas para as suas ações, porque sabem que a opinião pública deve ser conservada sem opinião alguma, apenas aceitando tudo o que eles fazem.

     E ritualisticamente vão cumprindo a sua agenda, usando os dias certos de bom augúrio para as suas ações. Trocando favores com o seu Demiurgo que os apóia e espera, ansioso e vampiresco, o próximo banho de sangue.
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