quinta-feira, 12 de maio de 2016

O DIA DA VERGONHA




Maçons e Illuminati têm fascinação pelo número 11. Planejaram iniciar o golpe a partir do simbólico dia 11. E o golpe é maçônico. E Illuminati. O objetivo? Trazer o Brasil de volta ao redil dos países colonizados. Uma nova grande guerra está sendo preparada e o principal protagonista – o império Illuminati dos Estados Unidos - necessita tomar de vez as nossas riquezas, principalmente petróleo e água, para o esforço de guerra. Pensavam conseguir isso através da farsa das eleições, como na Argentina. Não conseguiram. Então, o golpe. Um golpe arquitetado cuidadosamente com o auxílio do Legislativo e do Judiciário. Quando Dilma tentou reagir, era tarde demais, e reagiu da maneira errada, ignorando que o Judiciário está envolvido no golpe. 

  Sociedades secretas procuram unir o mundo objetivo com o mundo oculto, através de práticas que incluem a formação de egrégoras, formas de pensamento. E usando a Cabala. Não por acaso Temer é chamado de satanista, quando, na verdade, deve ser luciferiano. Não se trata apenas de uma questão de terminologia. O satanista faz missas negras e acredita no Mal, para usufruir da sua força. O luciferiano talvez faça rituais muito parecidos com missas negras, mas acredita que Mal e Bem são uma e mesma coisa, dependendo do ponto-de-vista. O luciferiano é amoral por princípio e busca apoio em forças da natureza que não estão ao alcance de meros profanos. Esse apoio visa sempre a conquista do poder material, uma vez que entende espiritualidade como extensão da matéria em mundos invisíveis. Acredita em um deus que tem vários apelidos iniciados com a letra G: Gnose, Geometria. Ou Goécia, magia negra. 

   Quantos, entre os homens do Supremo Tribunal Federal, são maçons? Todos? E as duas mulheres – Carmem Lúcia e Rosa Weber - serão, provavelmente, “sobrinhas” ou “cunhadas”. Deve ser o grupo dos 11, que a ditadura instalada em 1964 procurou tanto e não achou. Perceberam? No dia 11 de maio, os 11 do STF carimbam o golpe. 

STF ALINHADO COM O GOLPE 

   14 horas. Teori Zavascki deu o mote, negando o pedido de liminar da Advocacia Geral da União para suspender o processo golpista no Brasil. O Supremo Tribunal Federal está alinhado com o golpe, ao contrário do que muitos – inclusive eu – desejavam acreditar. As razões? Teori deve ter encontrado muitas razões para justificar o golpe. Agora sabemos que não adianta confiar no STF, que assume definitivamente o nome de Senhor de Todos os Flagelos e que é, muito provavelmente, o mentor do golpe, o sustentáculo “legal” que permite rasgar a Constituição. O STF é uma ilusão jurídica feita de números e letras e coberta por togas pretas, muito pretas, a cor do fascismo. 

   Entre 16 e 17 horas. Cristovam Buarque se declara golpista. Todos aqueles partidos que se dizem de “centro-esquerda” e, na verdade, são de direita, como o PPS de Cristovam, PDT, Rede, PSB (PT?) tiram as máscaras e se revelam cadáveres políticos. Começa a escurecer e um nojo retumbante esconde o sol da liberdade. 

   A partir das 17 horas. Manifestantes contra o golpe dirigem-se à Esplanada dos Ministérios. Vai ter luta? Em Belo Horizonte os manifestantes estão cercados pela polícia. Começou a ditadura. O senador Humberto Costa, do PT, dá entrevista aos Jornalistas Livres e diz que pode ser isto ou aquilo, depende, quem sabe, vamos ver... O mesmo Humberto Costa, após a votação no Senado, cerca de seis horas da manhã do dia 12 de maio, dirá que agora o PT é um partido de oposição, mas uma oposição comportada, construtiva... 

   A partir das 18 horas. A Conferência Nacional das Mulheres, com 3.000 integrantes, sai em direção ao Senado em apoio à Presidente Dilma. Seria ótimo se levassem palmatórias para apoiar nas costas dos senadores. Indígenas das etnias Xuburu, Funiô, Tabeba e Tremembé caminham rumo ao Senado entoando seu canto de guerra. Vai ter luta? 

   A partir das 19 horas. Polícia e tropa de choque da ditadura usam viaturas para impedir a passagem da marcha pela democracia, em Brasília. Manifestantes a caminho da Esplanada dos Ministérios estão sendo revistados. Em frente ao Senado, mulheres rasgam o título de eleitor. Acabou a democracia, acabou o pacto democrático. Eleições perderam a razão de ser. Desobediência civil é um dos caminhos. 

“MEU ÓDIO NÃO TEM TAMANHO” 

   19h30m. Mais de 1.500 policiais da ditadura recém instaurada agridem os manifestantes em Brasília. Dezenas de pessoas estão feridas e passando mal. O golpe revela-se em ódio. Dentro do Senado, oportunistas corruptos discursam sobre democracia. No blog dos Jornalistas Livres, um depoimento de Paulo Mattos:

“Não tenho palavras para descrever minha revolta pela covardia de que fomos vítimas, eu, minha esposa, e nossas duas bebês de sete meses na Esplanada dos Ministérios agora, dezenas de milhares de pessoas sendo atacadas com gás lacrimogêneo e de pimenta! A polícia está jogando bombas em pais com bebês! Éramos muitos, uma cena dantesca, todos fugindo, mulheres, pais com seus bebês e crianças, meu ódio não tem tamanho, não temos mais o direito de sair às ruas! Quando saíamos correndo e passamos pelos policiais da revista, eles riram cinicamente da situação da nossa fuga com as crianças e os bebês tossindo, não acreditei em tamanha covardia, o que faço com a minha revolta???” 

   Ó pátria amada, idolatrada, salve, salve??? Salve quem? Salve Temer e quadrilha? Salve o STF covarde? Salve o Moro e sua trupe? Salve o Tiririca? Salve a palhaçada? Salve o eterno carnaval? 

   Noite. Em São Paulo, a polícia da ditadura reprime violentamente as manifestações contra o golpe. Bate e efetua prisões. Será que já elegeram o novo torturador oficial, ou toda a polícia é especializada em tortura? Dos filhos deste solo és mãe gentil? Ou madrasta? 

  Quantos discursos no Senado! Uns dizem sim, outros dizem não. Todos eles querem defender as instituições podres. Querem continuar senadores. Lembro de uma música do Gonzaguinha: “Palavras, palavras, palavras... Eu já não agüento mais!”.  Não agüento mais. 

   Vou dormir e sonho que estou sendo assaltado por uma multidão de pessoas muito ricas vestidas com uniformes da polícia e brandindo urnas corrompidas. Nas suas testas está gravada a letra T e, pouco acima, o Olho que tudo Vê, formando Ankh, a cruz Ansata dos magos negros. Tentam me convencer que o assalto aos pobres é legítimo para que elas fiquem ainda mais ricas. É uma questão de meritocracia: quem tem mais armas assalta melhor. 

   Acordo algumas horas depois e eles ainda estão falando. Já é dia 12, mas continua o Dia da Vergonha, e continuará não se sabe por quantos anos. Cardozo insiste com a fraca e míope tese de que a culpa do golpe é do Cunha. O PT nunca aprende. Não quer admitir que capacho é capacho e existe para ser usado e descartado quando muito sujo. Como fizeram com o Cunha. Só o PT finge não saber que o golpe é via Washington, como todos os golpes acontecidos na América Latina.  

   Eles gastaram todas as palavras e agora fizeram rápida e simbólica votação eletrônica. A hipocrisia costuma ser séria. Dilma está deposta e Temer, o usurpador, quer assumir a presidência imediatamente, para evitar a sexta-feira 13. Não se sabe se ele vai pôr o Brasil a leilão no mesmo dia ou esperar para a próxima semana. Vai ter luta? 

  Prometem eleições para outubro. Prometem eleições para daqui a seis meses, quem sabe dois meses ou amanhã. Com eleições o povo deverá se acalmar. Além disso, o Campeonato Brasileiro está começando, assim como novas novelas. E as Olimpíadas! Um achado! Vamos fazer de conta que nada está acontecendo e torcer para os nossos nobres e valentes atletas. Golpe é golpe e contra a força não há resistência. Ou há? Vai ter luta? 

   Dizem que o golpe vai durar 180 dias e que Dilma será reconduzida ao governo. Se fosse assim, não seria golpe. A Dilma só voltará se o governo de Temer falhar, e, se voltar, será abaixo de acordos com a direita. Golpe é golpe, e golpistas tem o hábito de se eternizar no poder. Já devem ter achado a fórmula de vencer as próximas eleições, em 2018, que passa pela prisão e morte de Lula. Morte natural. Toda morte é natural, algumas são apressadas naturalmente. A partir deste momento as eleições se tornaram em piada e só irá às urnas o pessoal da direita e os analfabetos políticos. O que é quase a mesma coisa. As instituições faliram e provocaram a sua própria derrocada com o golpe. Um novo pacto social? Agora é luta. 

   De tarde, no mesmo absurdo e imenso Dia da Vergonha que marca o número 12 na folhinha e veio para nos ensinar a nunca mais confiar na conciliação de classes, leio uma mensagem que sintetiza tudo, da colega e amiga Maro Silva: 

“Fico pensando nas borboletas... tem uma espécie - a Monarca - que vai do Canadá e dos Estados Unidos para o México em várias gerações. Uma morre, mas a que nasce já sabe o que tem que fazer e por onde ir. O problema é que não somos como as borboletas. Não aprendemos com o que passou. Muitas vezes o caminho fica tão inverossímil que não acreditamos no que estamos vivendo. Tínhamos obrigação de saber como se comportam as elites. Mas, ao contrário, quando desconfiávamos diziam: teoria da conspiração. Muitas gerações se passaram depois do golpe de 64 e acho que a doença do esquecimento nos pegou. A genética social até segue mandando informações para os que vêm vindo, mas alguns não seguem as instruções e nem identificam os sinais. Assim também algumas borboletas não chegam ao México. Se elas saíssem do Brasil, talvez fossem dar no Panamá.”

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